
foto: www.paulocesar.eu - paulo cesar
E hoje vou sorrir para a vida, porque apesar do caos que tenho em mim...sei que tudo vai ficar bem.
Bom dia alegria .
Mafalda
Irmãs,melhores amigas.Imensas personagens á sua volta.Camufladas,mas reais.Devoram sonhos.Personalidades,estados de espírito,amores imperfeitos,traições diabólicas.Viciadas em pessoas.Uma delas viciada em Fluoxetina.Histórias reais e fictícias.Drogas.Instantes mágicos.Formas de ser,de estar. Divertidas.Deprimentes.Sempre a descobrirem-se a elas próprias e aos outros.





São tantos os momentos na nossa vida em que optamos por fechar os olhos e deixar de ver. Tal como tu agora. Preferes ser a Mafalda de olhos fechados. Fechas os olhos e tentas não pensar. Nem sequer lembrar-te que tens consciência, e que dentro dela tens ainda uma outra consciência de um sentimento que te arrebata. Por isso fechas os olhos, e não te lembras que tens consciência. Mas sabes Mafalda, até na inconsciência conseguimos ver certas expressões. Sim, falo do que sentes, porque sei que mesmo inconscientemente te sentes cativada e presa a certa imagem que está agora projectada sobre ti. Como te sentes? Ou talvez deva perguntar, o que sentes?Uma espécie de eclipse dos sentidos? Aquele calafrio súbito? Aquela vibração emocional? Tremor? Aquele estremecimento provocado talvez pelo medo…? Descreve-me o que sentes e pelo que esperas. Não precisas sequer de abrir os olhos para o fazer. Quero apenas ouvir-te e perceber de que é feito esse teu sentir.
Inês
A inconsciência é muitas vezes a principal causadora de determinados estados de loucura. Julgo que este pensamento seja comum a muitas pessoas. O pensamento de que são muitas as vezes que atingimos um estado de insanidade por culpa da nossa inconsciência.
A inconsciência, ou a cegueira. Depende de como gostamos mais de chamar-lhe. O ténue e maçador esforço de correr ao encontro do que ainda está para vir, sem tão-pouco perscrutar memórias e reminiscências.
Não sei ao certo o porquê da invasão destes pensamentos no meu cérebro. Ou talvez saiba. Talvez porque me vejo rompida e rasgada pela minha própria vida. Tanto que me apetece renunciar a certos pontos. Apetece-me. Mas não o faço. Em vez disso mantenho os meus sentidos aguçados, na expectativa de assim descobrir um outro ponto de partida, e desse modo anular episódios que me perturbam. Apagar os passos dados em falso, aqueles que me levaram num sentido que hoje está a parecer-me errado. Só que as memórias não se riscam, como se risca algum apontamento que não está bem definido. As minhas memórias não…pelo menos não no seu todo.
Então hoje remanescem as piores representações, os instantes de dúvida, a tortura de certos sentimentos. As tais imagens que gostava de extinguir por instantes, mas não sou capaz.
É geralmente neste ponto, em que a minha consciência se torna imoderadamente real para ser suportável, que me desmancho em alucinantes e impetuosas habilidades a fim de desviar essas imagens da minha vista. E também é comum nestes momentos fechar os olhos e preferir deixar de ver. E é igualmente aí que os meus actos e gestos perdem parte do sentido. Se é que alguma vez o tiveram.
Claro está que falo em acções específicas, que na verdade não me apetece especificar.
Apeteceu-me apenas partilhar convosco estes meus pensamentos. E talvez um de vocês, mesmo sem as ditas especificações consiga perceber o que realmente tentei dizer nesta minha dissertação.
Mafalda
Mafalda








De uma selecção de textos deste blogue nasce um livro.
E porque a história da Inês e Mafalda ainda está longe de estar concluída, decidiu-se pela publicação apenas de algumas crónicas, que a autora escolheu chamar "Remoinho de Emoções" .
Os pormenores podem ser conhecidos aqui:
http://remoinhodeemocoes.blogspot.com/