Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Bom dia alegria...


foto: www.paulocesar.eu - paulo cesar

E hoje vou sorrir para a vida, porque apesar do caos que tenho em mim...sei que tudo vai ficar bem.
Bom dia alegria .

Mafalda

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

A fuga...


foto:José Lopes

Acordo …
Os factos que me estão no pensamento parecem-me nublados. As palavras, essas parecem-me ainda mais embaciadas. Escapam-me de forma opaca, embora já reconstituídas de uma noite anestesiada.
Avisto esboços indefinidos. Talvez isso queira apresentar um trilho, uma passagem, um caminho. Não sei bem…talvez um atalho somente projectado, ainda incerto, talvez um caminho mais prudente. Pondero, reflicto…talvez o segredo passe por ser mais cautelosa.
Esta noite tive mais um sonho daqueles que nos moem a cabeça.
Quase sempre nos meus sonhos há uma mistura surreal de pessoas, ainda que muitos factos também misturados sejam na maior parte das vezes reais.
Este sonho representava uma fuga. Pelo menos eu estava a correr para alguém não me apanhar. A minha memória não consegue sugerir-me de quem fugia.
Sobra-me unicamente o sentimento de pânico.
Dou comigo a perguntar porque é que as cópias ou as representações de alguns sonhos nos são depois de acordar quase que inatingíveis?
Já as sensações …essas sobrevivem horas, às vezes dias inteiros, ou até muito mais.
Tento confinar a minha consciência de forma demorada. Até ela me parece preguiçosa. Procuro o relógio e olho-o quase de esguelha. Parece-me já demasiado tarde. Este não será de maneira nenhuma um dia animado, a avaliar pela atribulação do sono e da forma como despertei para este dia.
É verão, ainda que escassamente tosco, é efectivamente verão. O dia apresenta-se em tons de dourado. Ao menos isso.
Salto da cama ainda a desejar um abanão com o objectivo de lembrar-me do sonho mais nitidamente. Já estou mesmo a ver. O sonho vai deixar-me um sabor amargo durante o resto do dia. Preferia continuar a dormir e poder desvendar o sonho. Mas não…o dia espera por mim, ainda que me mostre meia entorpecida.
Hoje já nada me livra de chegar atrasada. Como se fosse só hoje. Atraso-me hoje, amanhã e ontem. Tenho assumidamente uma enorme e profunda dificuldade em cumprir horários.
Derroto finalmente o marasmo. Salto da cama e corro para a casa de banho. Ligo o chuveiro e enfio-me imediatamente debaixo da água a escaldar com a pressão no máximo, como eu gosto. Enquanto a água me escorre à velocidade certa, eu acabo por voltar a pensar. Ou imaginar que consigo decifrar o sonho. Tento encontrar um rosto. Aquele que me fazia fugir dele a sete pés. Não consigo. Talvez nem fosse um rosto. Talvez fosse um sentimento. Mas isto, já sou eu a misturar o sonho com factos verídicos.
O que eu não posso é dar-me ao luxo de ficar quieta debaixo do chuveiro, a tentar perceber o que me quis dizer este sonho.
É hora de correr…para o dia dourado que me espera lá fora.
O sonho fica para trás…pelo menos por agora.
Talvez ao longo do dia a minha consciência desvende o quebra-cabeças e me mostre a cara ou nome de quem andei a fugir a noite toda…

Mafalda

Domingo, 5 de Julho de 2009

Este senhor entendia-me...


foto: José d' Almeida & Maria Flores

" Aquilo a que você resiste persiste."
Carl Jung

Este senhor entendia-me ! Será ele o único?

Mafalda

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Quanto tempo...?


foto: José d' Almeida & Maria Flores


Quanto tempo vais demorar a chegar?
Ou ...se nao tencionas sequer chegar...
quando tempo vais demorar a sair de mim?


Mafalda

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Misterioso e indecifrável...


foto: José d' Almeida & Maria Flores

Uma estranha ofuscação dos sentidos. O arrepio instantâneo e abrupto. Na minha cabeça ecoam determinadas vozes. Conversas entoadas. Conversas em tom de segredo. Sorrisos naturais. Vidas cruzadas. Olhares penetrantes. Uma dança envolvente. Júbilos contagiantes. Vidas partilhadas. Escárnios de bem dizer. Beijos. Aqueles beijos. E um rosto com traços de menino a ser mimado pelas minhas mãos.
Novamente vozes. Não sei ao certo o que elas me dizem. Sei que me murmuram palavras múltiplas, e me sabem aqui a escuta-las. Sim, porque não é pelo facto de ter optado fechar os olhos a este sentir, que deixei de querer ouvir o que tem para me dizer. Ouço em silêncio.
O mesmo silêncio da ausência e das diferenças sombrias. Ausências forçadas ou não. Diferenças relevantes ou não.
Fico aqui, dada ao silêncio comum dos pensamentos confusos.
Quero estar sozinha. Agora e sempre que assim o desejar. Talvez uma certa solidão possa dar-me respostas.
O que eu não quero é ficar à espera. Tu sabes Inês, que eu nem sequer sei esperar.
Deixa-me dizer-te também, que não espero algo concreto deste meu sentir, porque se assim fosse, o mesmo já teria avançado para um estado chamado desespero emocional. E isso, muito obrigada, mas eu não quero. Prefiro a vibração, o calafrio, a excitação, do que voltar a ter medo dos meus sentimentos.
Talvez o tempo me mostre na devida altura o seu significado. Talvez o tempo me ajude a encontrar a definição para este meu sentir.
Por enquanto mantém-se assim… misterioso e indecifrável.
É assim que eu o quero e por hoje é assim que vai ficar…
de olhos fechados e em silêncio. Misterioso e indecifrável.


Mafalda

De que é feito esse teu sentir ?


foto: José d' Almeida & Maria Flores

São tantos os momentos na nossa vida em que optamos por fechar os olhos e deixar de ver. Tal como tu agora. Preferes ser a Mafalda de olhos fechados. Fechas os olhos e tentas não pensar. Nem sequer lembrar-te que tens consciência, e que dentro dela tens ainda uma outra consciência de um sentimento que te arrebata. Por isso fechas os olhos, e não te lembras que tens consciência. Mas sabes Mafalda, até na inconsciência conseguimos ver certas expressões. Sim, falo do que sentes, porque sei que mesmo inconscientemente te sentes cativada e presa a certa imagem que está agora projectada sobre ti. Como te sentes? Ou talvez deva perguntar, o que sentes?Uma espécie de eclipse dos sentidos? Aquele calafrio súbito? Aquela vibração emocional? Tremor? Aquele estremecimento provocado talvez pelo medo…? Descreve-me o que sentes e pelo que esperas. Não precisas sequer de abrir os olhos para o fazer. Quero apenas ouvir-te e perceber de que é feito esse teu sentir.



Inês

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

(In) Consciência em confusão...


A inconsciência é muitas vezes a principal causadora de determinados estados de loucura. Julgo que este pensamento seja comum a muitas pessoas. O pensamento de que são muitas as vezes que atingimos um estado de insanidade por culpa da nossa inconsciência.
A inconsciência, ou a cegueira. Depende de como gostamos mais de chamar-lhe. O ténue e maçador esforço de correr ao encontro do que ainda está para vir, sem tão-pouco perscrutar memórias e reminiscências.
Não sei ao certo o porquê da invasão destes pensamentos no meu cérebro. Ou talvez saiba. Talvez porque me vejo rompida e rasgada pela minha própria vida. Tanto que me apetece renunciar a certos pontos. Apetece-me. Mas não o faço. Em vez disso mantenho os meus sentidos aguçados, na expectativa de assim descobrir um outro ponto de partida, e desse modo anular episódios que me perturbam. Apagar os passos dados em falso, aqueles que me levaram num sentido que hoje está a parecer-me errado. Só que as memórias não se riscam, como se risca algum apontamento que não está bem definido. As minhas memórias não…pelo menos não no seu todo.
Então hoje remanescem as piores representações, os instantes de dúvida, a tortura de certos sentimentos. As tais imagens que gostava de extinguir por instantes, mas não sou capaz.
É geralmente neste ponto, em que a minha consciência se torna imoderadamente real para ser suportável, que me desmancho em alucinantes e impetuosas habilidades a fim de desviar essas imagens da minha vista. E também é comum nestes momentos fechar os olhos e preferir deixar de ver. E é igualmente aí que os meus actos e gestos perdem parte do sentido. Se é que alguma vez o tiveram.
Claro está que falo em acções específicas, que na verdade não me apetece especificar.
Apeteceu-me apenas partilhar convosco estes meus pensamentos. E talvez um de vocês, mesmo sem as ditas especificações consiga perceber o que realmente tentei dizer nesta minha dissertação.


Mafalda

(A Mafalda que hoje está em grande confusão de pensamentos, como se pode ler no texto acima. Já estava com a ideia de que a minha cabeça estava em absoluta confusão. Depois de ler o que escrevi a ideia foi totalmente reforçada.)

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Pessoas…dúvidas e relacionamentos…


foto: José d' Almeida & Maria Flores

Isto de relacionamentos tem muito que se lhe diga. Ou serão antes os sentimentos que têm mais que se lhe diga do que se possa pensar?
Digo isto pelo que vejo e de certa forma pelo que sinto neste universo gigantesco de pessoas e dos laços que criam entre si. E o que eu vejo é que às vezes em vez de laços criam-se verdadeiros nós.
O pensamento que escrevi no post anterior foi automaticamente vomitado por mim depois de assistir ou constatar certos comportamentos que a mim francamente me causam uma sensação de náuseas.
Mas afinal porque é que algumas pessoas (uma grande parte, na minha opinião) vivem com uma descomunal e obsessiva vontade de impor ou manipular a pessoa com quem mantêm um namoro, um casamento, ou até mesmo uma amizade colorida?
São posturas e condutas que a mim me provocam uma certa comichão. Querem mudar as pessoas, escolher de que forma devem ou não tratar esta ou aquela pessoa. E nem percebem que assim estão de uma maneira ou de outra a roubar-lhes espontaneidade.
Sempre achei que se numa relação existe um que controla quase tudo o que os rodeia, que se impõe perante este ou aquele comportamento…a outra parte nunca será totalmente feliz.
Não acredito em relações sufocantes…ou onde haja manipulação de uma das partes.
E digo-vos mais… enerva-me ver que há pessoas que cedem à manipulação da outra pessoa. Enerva-me mesmo que alguém (que é meu amigo há mais de uma década) não me dê um abraço da forma que o quer dar porque a namorada pode ver e não vai gostar.
E depois já não sei a qual dos dois atribuir a estupidez maior. Se a ela por demonstrar tamanha insegurança, se a ele por simplesmente deixar de ser ele próprio.
Sim, porque é uma estupidez gigantesca que o “proíba” de me abraçar quando me vê. Ou será que não percebe que ele vai continuar a fazê-lo quando ela não estiver? Chama-se a isto gostar de enganar-se a si própria.
Nele espanta-me esta tontice, exactamente por conhece-lo tão bem e saber que são comportamentos que pouco ou nada condizem com a sua forma de estar na vida e nas relações.
Não percebo porque razão têm as pessoas que mudar a sua forma de ser, e muitas vezes agir de forma diferente àquela que pensam e querem em prol de outra pessoa. E fico espantada que existam pessoas que ainda acreditem que têm a habilidade e propensão de modificar a personalidade da pessoa por quem se apaixonaram. Não entendo essa altivez e essa insolência.
Podem até conseguir que se mudem comportamentos, agora mudar personalidades tenho as minhas dúvidas.
E como pessoa de dúvidas que sou, acabo de ficar com mais uma.

Mas afinal as pessoas gostam umas das outras pelo que elas são, ou pelo que querem que elas sejam?



Mafalda

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Ninguém é de ninguém...


foto: Marta Ferreira - www.mfotografia.com

Triste de quem se acha dono de alguém...
As pessoas têm sentimentos, constroem relações, criam laços...mas ninguém pertence a ninguém, a não ser a si próprio.

Mafalda

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

E quando algo se entranha em nós?


foto: 1000-imagens.blogspot.com

Às vezes sinto que posso parecer um pouco esquisita.
Tu detectas-me alguma loucura.

Não sei se sabes que parte dessa loucura és tu quem ma desperta.
Sei que podes achar que grande parte dos meus interesses não são propriamente os da maioria das pessoas de hoje em dia. Na perspectiva dos outros, de quem vê, de quem se apercebe, posso parecer um pouco delinquente, embora a palavra possa ser perigosa ou arriscada.
Ambos sabemos o perigo que representamos um para o outro.
O perigo, a tentação, o risco.
Talvez eu esteja a cometer um crime moral…talvez me apontem o dedo, mas talvez o crime maior não seja meu.
Este enredo não é novo. Mas interessa-me.
Eu gosto disto.
Desta agitação.
Deste frenesi que me invade.
Do alvoroço no olhar e na voz.
Das coisas fora do lugar.
Do teu corpo no meu em lugares diferentes.
De ti no meu colo. De mim a dormir em ti.
Das reacções previstas e das imprevistas.
Do barulho das ondas.

Da areia fina a sentir o nosso desejo.
Do nascer do sol observado por nós , e ele a testemunhar as nossas conversas.
Da sensação de liberdade que é abraçar-te.

De sentir o teu braço a pousar-me em cima do ombro espontaneamente.
Dos teus olhos.

Os teus olhos… Por vezes peço que não me olhes assim, porque vejo neles tanto de mim…e porque tenho medo que vejas nos meus tanto de ti.
Para quem observa de fora, para quem vê do lado de fora da nossa pele, talvez seja inexplicável e estranho.

Talvez se estivéssemos desse mesmo lado também fosse incompreensível. Mas nós estamos do lado de dentro, é na nossa própria pele que as coisas acontecem.
E em vez de estranharmos, parece que nos entranhamos um no outro…



Mafalda

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Querida Plagiadora:


foto: Sara Sa

É sempre uma surpresa quando encontramos um texto nosso num hi5, ou num blogue, ou numa pagina pessoal de alguém.
E é sempre uma surpresa desagradável quando o texto aparece exposto como se tivesse sido a própria pessoa a escreve-lo.
A isso chama-se plágio...e deixa-nos dizer-te querida "plagiadora" que isso é muito feio.
Até podemos reconhecer que muitas vezes quem o faz não o faça por "má fé" , mas todos sabemos que quando usamos um texto, uma frase ou algo que alguém escreveu devemos assinalar o mesmo com as devidas aspas e se sabemos a fonte de onde ele foi retirado também o devemos mencionar. Logo, só podemos concluir que alguém que cá vem e copia um texto, ou dois ou três e os coloca nas respectivas páginas como seus, está claramente a querer transmitir algo que na verdade não foi essa pessoa que escreveu.
Não nos importamos nada que textos nossos figurem noutros sítios. Até nos sentimos lisonjeadas, afinal demonstra que gostaram e se identificaram com o que escrevemos.
Mas importamo-nos e muito que os mesmos não estejam devidamente identificados...Por isso agradecia que quem nos "roubou" literalmente dois ou três textos colocasse as devidas aspas e os identificasse.

" Que meta a carapuça a quem servir. Tenho dito. *"
Esta foi a frase que a menina colocou no final de um dos textos .
Fazemos nossas as tuas palavras, enfia a carapuça e faz o que tens que fazer.

Inês e Mafalda

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Dois anos...



Hoje estamos de parabéns.
Nós que o escrevemos e vocês que o leêm.
O blogue faz dois anos.
Dois anos depois... temos que dizer que continuamos apaixonadas por este blogue e apaixonadas por todas as pessoas que aqui passam diariamente.
Obrigada!!!
Dois anos...e este blogue já deu um fruto chamado "Remoinho de Emoções".
Dois anos de palavras, dois anos de sorrisos, dois anos de comentários, dois anos em que demos muito de nós, mas nada comparado com aquilo que este mundo da blogosfera nos oferece.

Dois anos de tantas outras coisas que continuaremos a descrever mais tarde... porque agora a Inês e a Mafalda vão comemorar....

Parabéns "menino dos nossos olhos"...


Inês e Mafalda

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Medo de mudança...


foto: Sara Sa

Será assim tão difícil mudar?
Às vezes precisamos de uma grande dose de coragem, precisamos de correr riscos, abraçar desafios e acreditar que virão muitas recompensas.
Eu acredito que o que mais custa em qualquer mudança é mesmo dar o primeiro passo.

Sustentámos mil e uma coisas e resistimos a outras tantas coisas que envolvam mutação, mesmo quando é para a nossa própria felicidade. Resistimos por preguiça, indiferença e quase sempre por medo. Tememos o incógnito, temos medo de não acertar, temos medo na hora de seleccionar determinadas coisas.
Às vezes parece que temos medo até de viver.
E eu odeio ser invadida por esta sensação de medo.
Este medo que não me deixa avistar as recompensas que a mudança pode trazer.
Este medo que me paralisa e me impede de dar o tal passo.


Mafalda

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Ligação platónica...




Perdi algo pelo caminho, eu sei...
mas continuo a remar em direcção ao que me afasta daquela ligação platónica !!!

Mafalda

Sábado, 16 de Maio de 2009

Diferenças...


Fotos: Daniel Pedrogam

Sabem qual é a diferença entre mim e certas pessoas?

É que eu gosto sempre de aprender mais.

E elas...elas acham que já sabem tudo!!!


Mafalda

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Provocações...


foto: Daniel Pedrogam / Modelos: Flávio Miranda e Raquel Marques

E quando o passatempo preferido de alguém a quem achas uma certa piada é provocar-te ?
Isso quer dizer o quê?

Mafalda

Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Quem sabe...


foto: Daniel Pedrogam

Não sei o que procuras com essa tua ida para longe.
Será uma fuga ou um encontro?
Fugir de ti ou de um sentimento?
Reencontrar-te?
Expulsar pessoas do teu universo? Mas…universo visual ou emocional?
Procuras novas oportunidades e quem sabe permitir que novas pessoas entrem no teu mundo…?
Mas …será assim tão fácil lá entrar?
Podemos dizer que és uma pessoa acessível e espontânea.
Mas não…não é assim com tanta facilidade que algo ou alguém consegue licença de ingresso no teu espaço.
Há quem ache que cabe, mas não cabe.

Há quem compareça e tu nem dês pela sua presença.
Há quem se ache capaz de invadir, quando nem perto da entrada se encontram.
Há tantos outros que não se aproximam com medo que tu, com a tua audácia os desarmes e os tornes demasiado emocionais.
Talvez tenhas moldes e protótipos de perfeição que são de tal forma exigentes, que chegas muitas vezes a questionar-te se não serão de certa forma padrões quiméricos da tua mente. Talvez.

As características do teu signo dizem que não te contentas com pouco. Concordo. Nunca te satisfizeste ou acomodaste a dados adquiridos. E isso jamais irá mudar em ti.
Só deixas de querer alguma coisa quando já não acreditas nela.
Por isso…se acreditas…vai.
Ninguém sabe para onde e porque vais. Mas eu sei…
Podes enganar, camuflar factos, disfarçar…mas eu sei.
Agora que sei as verdadeiras razões da tua ida tenho que dizer-te que, se acreditas vai. Porque eu acredito tanto como tu, e sei que só assim te libertarás das incertezas que povoam o teu pensamento.
Vais a sorrir e eu sorrirei ao ver-te ir.

Quem sabe quando voltares não existam mais uma ou outra pessoa com sorrisos ainda maiores…
Quem sabe…

Inês

Sábado, 2 de Maio de 2009

Vou mudar de cidade, mas nao vou mudar de coraçao...



Perdi-me e continuo a perder-me.
Perco-me vezes infinitas e incalculáveis ao longo desta minha existência pouco calma.
Perco-me…como mulher, como pessoa, como menina que ainda me sinto…enfim…como ser humano.
Dispo-me de tudo e é este o meu retiro. Vou e venho à descoberta de mim. Tento reorganizar-me enquanto escrevo e reestruturo mais um pouco as minhas ideias. Reconstituo certas histórias e tiro cada vez mais lições de todas elas.
Reordeno as minhas emoções talvez na tentativa de ter mão nelas.
Escrever sempre significou para mim o desvendar de certo tipo de sentimentos. No fundo este exercício de escrever, de criar, de recriar, de assimilar …acaba por ser uma forma de ficar um pouco mais em paz com tudo o que se apresenta á minha frente e também tudo o que está para trás.
Sabes uma coisa Inês?
Sinto que continuarei a perder-me. Como pessoa, como mulher, como ser humano…porque acho que o encontro é algo contínuo, e esse exercício de nos perdermos para nos encontrarmos vai acontecendo várias vezes ao longo da vida.
Depois do casamento da Isabel e do Jorge vou embora. Tantas vezes quis sair desta cidade por tempo indefinido. Finalmente surgiu o momento.
Nem te quero ouvir falar na história das fugas geográficas a camuflarem fugas sentimentais. Não é nada disso. O meu coração vai comigo. E eu não pretendo fugir de nada.
Eu preciso mesmo de ir. Sabes quando algo te diz para avançar? Há algo que me faz avançar. Por isso vou embora…e vou embora a sorrir. Estarei mais a sul, mas tu serás sempre o meu norte.
Não estejas triste. Sabes bem que será uma distância meramente geográfica. E depois não é assim tão longe que não nos possamos visitar.
Vou mudar de cidade. Vou deixar para trás o que tem que ser deixado, mas levarei em mim todos os que tem estado comigo.
Vou mudar de cidade…mas não vou mudar de coração.


Mafalda

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Casamento do ano...Contagem decrescente...


foto: Marisa Gonçalves

Trinta dias.
É exactamente o tempo que falta para o casamento dos meus amigos. Já o anunciei aqui. Já falei deles para exemplificar e descrever o que são para mim amores felizes. Trinta dias…para que a Isabel e o Jorge digam o sim perante todas as suas pessoas especiais. Estou ansiosa por ver a minha amiga Isabel no auge da sua felicidade a realizar um dos seus sonhos, por testemunhar um amor em que acredito tanto… Confio nesta união. Não é apenas uma união perante Deus e perante as pessoas presentes na grande festa que vai ser. É uma união de ideias e pensamentos. Acredito neles enquanto pessoas, cada um com o seu conjunto de características, mas acredito ainda mais nessas características experimentadas e sentidas em fusão. Basta olhar para eles e presenciar a forma como partilham, como se olham com a certeza de que ao longo da vida essa partilha se irá manter. Poderia dizer que vejo neles a perfeição, mas conheço a utopia desta palavra quando se fala em sentimentos. Então prefiro dizer que vejo neles autenticidade, vejo uma ligação verdadeira, e deixem-me dizer-vos que para mim verdade sempre significou mais do que perfeição. Vejo que se conhecem e se aprovam. Vejo admiração no olhar de cada um deles quando um olha para o outro. Eu que sou pessoa de poucas certezas, arrisco em dizer que foram concebidos um para o outro, por isso acredito e confio neste casamento…
Faltam trinta dias…estamos em contagem decrescente para o casamento do ano.

Mafalda

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Sonhos e Realidades...


foto: DDiArte / Modelo: Sara Guimarães

Viver de sonhos... se não é a melhor forma de viver...é a forma que nos leva ás melhores realidades...!!!

Mafalda de Albuquerque