Irmãs,melhores amigas.Imensas personagens á sua volta.Camufladas,mas reais.Devoram sonhos.Personalidades,estados de espírito,amores imperfeitos,traições diabólicas.Viciadas em pessoas.Uma delas viciada em Fluoxetina.Histórias reais e fictícias.Drogas.Instantes mágicos.Formas de ser,de estar. Divertidas.Deprimentes.Sempre a descobrirem-se a elas próprias e aos outros.
Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
...e depois...
Sábado, 26 de Setembro de 2009
Aquilo que eu precisava de ouvir …
Poderia optar por faze-lo aqui, mas as minhas palavras de hoje têm apenas e somente um único alvo que me é neste momento inacessível.
Sinto-me abafada por sentimentos inacabados e histórias mal resolvidas.
Hoje poderia escrever muito, escrever sem parar…mas seria sempre um monólogo. É certo que por vezes os monólogos ajudam a libertar o que nos asfixia e faz sentir impotentes. Mas hoje não é de monólogos que eu preciso.
Enquanto tentava distrair-me, libertar-me do meu sufoco e desta vontade de me enclausurar dentro da minha própria dor, eis que encontro num dos meus blogues preferidos aquilo que precisava de ouvir.
“ Que nem tudo corre sempre como planeamos, é um facto. Mas daí a ficarmos caídos no chão a padecer da síndrome Garfield [why me?] vai uma grande distância. As pessoas caem. É verdade! Ficam atordoadas? Sim, e então? Depois, depois, levantam-se, sacodem a poeira e seguem em frente. Na vida há que ter sempre um plano B… “
E eu…eu estou pronta e levantar-me, sacudir a poeira e seguir em frente…
Mafalda
Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
Hoje vou passar a noite com ele…
E eu nem vou mostrar qualquer tipo de resistência …estou ansiosa por descobrir o que ele tem para me mostrar…
Depois conto-vos como foi.
Mafalda
Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
Teorias...
" Algumas mulheres têm tendência ou uma certa queda para relações impossíveis ou proibidas, porque inconscientemente têm um terrível medo de entregar-se totalmente a alguém, a uma relação estável ou dita normal..."
E fiquei a pensar se aquilo seria para mim. Mas não, não era. Quem o disse nem sequer me conhece, quanto mais as minhas quedas, inclinações ou receios inconscientes. Mas que fiquei a pensar nessa teoria lá isso fiquei.
Isto fará algum sentido?
Será que me encaixo nesse quadro das ditas mulheres?
Não sei...mas que fiquei assustada com a hipótese dessa teoria se aplicar a mim…lá isso fiquei…
Mafalda
Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
Chegou o momento...
Lembrar-me de ti assim tão assiduamente deprime-me.
Não sei o que isto é, mas eu sempre disse que quando sentisse que me trarias algum tipo de sentimento negativo, te queria fora da minha vida.
Chegado esse momento é altura de arrumar a nossa história numa gaveta daquelas gigantes, fechar todos os guiões possíveis e lutar contra a possível vontade de os reabrir …
Mafalda
Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
Parabéns António
Hoje é um dos dias mais importantes do ano. Há exactamente 26 anos atrás, nasceu uma pessoa muito especial que eu tive o prazer de conhecer e criar com ele uma das amizades mais especiais da minha vida.
Feliz aniversário António. E que este dia , para além de te acrescentar mais um numero na idade, seja também o acrescentar de sorrisos, sonhos e objectivos concretizados.
Adoro-te...mas isso tu já sabes.
Obrigada por existires...
Um beijo
Mafalda
Domingo, 6 de Setembro de 2009
Mafalda e as suas dúvidas...
Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009
Eu só queria um gelado...
foto: Sara SaQue eu não ando muito boa da cabeça já não é novidade. Que ultimamente os meus textos são direccionados para um único tema ou personagem, também já me disseram. Eu nem tinha reparado, mas depois de me avisarem lá vim eu reler e é verdade. Andava tudo à volta do mesmo. Ou eram as saudades, ou o coração roubado. As declarações nítidas e fulgurantes de uma paixão assolapada que já não é de hoje. Os sonhos. Os apetites, o que devo e o que não devo. Essas coisas todas e afins.
Acredito o quanto me possa ter tornado chata para quem lê, afinal quem escreve sempre sobre o mesmo ou para o mesmo acaba por tornar-se aborrecida. E eu não quero aborrecer ninguém. Nem querer parecer obcecada. Sim…Houve quem dissesse que eu estava obcecada. Obcecada eu? Não acho. Eu tenho é uma tendência desgraçada para escrever sobre o que me corre nas veias. E depois dá nisto. Se a dita personagem se lembra de cá vir, sai daqui com o ego mais inchado que um balão gigante. Egos e personagens à parte, decretei férias para este blogue para bem da nossa sanidade mental. A Inês concordou, porque como podem ler no seu ultimo post a sua sanidade mental tambem corre sérios riscos. Férias curtas, pensarão vocês. E se pensam que a dita sanidade já está no seu perfeito estado estão enganados. Voltei já e tão rápido, porque preciso de escrever. Não pretendo encarrilar por filosofias perspicazes e extasiadas. Hoje não. Mas como o bichinho da escrita vive aqui, quero escrever. Não sei o que poderá sair daqui. Este fantástico exercício de escrever é mesmo assim, uma enorme incógnita, quase impossível de planear. Nunca planeio o que vou escrever, e posso dizer que as vezes em que tentei faze-lo o resultado não me agradou. Prefiro as palavras que vão saltando cá para fora, as espontâneas, as que me saltam directamente das veias. Não planeei escrever sobre isto. Como se fosse costume escrever sobre as voltas que eu e a Daniela damos pela cidade. Não é um exercício diário, mas um exercício frequente. Umas vezes sem rumo, outras com a rota e os propósitos bem definidos. Lá fomos nós sem rumo e com o único propósito de comer um gelado. Ela ao volante e eu ao lado, distraídas entre as nossas confidências e as ruas estranhas que ela de vez em quando se lembra de passar. Às vezes lembra-se e vai por sítios que nunca costumamos ir. Assim ao acaso. E é assim ao acaso que hoje me cruzo com o grande destabilizador da minha sanidade mental. O tal das saudades. O tal dos sonhos constantes. O tal que vem e fica. O tal que vai e não volta. O da paixão assolapada. Tão assolapada quanto proibida. O mesmo que me roubou o órgão vital e se esqueceu de mo devolver. Ou o tal a quem o emprestei e agora não consigo ir lá busca-lo.
E é assim ao acaso, entre as frequentes voltas pelas ruas da cidade em busca de um gelado, que hoje descubro que estou muito longe de ver a minha sanidade mental recuperada…
Mafalda





