Quarta-feira, 31 de Março de 2010

Dias nublados...

 foto: José d' Almeida

Há dias em que acordamos e vemos tudo nublado.
Há dias em que acordamos…chove lá fora e chove ainda mais cá dentro.
Há dias em que acordamos com os olhos apinhados de água, em que tão depressa abrimos os olhos como os voltamos a fechar, porque não queremos sentir.
Eu sei que um dia disse que fomos feitos para sentir tudo. Eu sei…
Mas há dias em que preferia simplesmente não sentir. E também preferia acordar com outra coisa qualquer no lugar do coração.

Mafalda

Segunda-feira, 29 de Março de 2010

Jogos?

                                                                foto: Drina Seq

...de palavras... gosto. De olhares...adoro. Agora os de silêncio...depende.

Mafalda

Sábado, 27 de Março de 2010

Brinquedo giro...

                                                            foto: Tuta

Hoje comprei uma prenda para mim. Um brinquedo giro que, ao que parece pode revelar-se muito interessante.
Conseguem adivinhar?

Mafalda

Terça-feira, 23 de Março de 2010

A Mafalda que existe dentro da Maria Elena...

                                                   Penélope Cruz
Lembrei-me agora, que afinal há pelo menos mais uma pessoa que me entende.
O Woody Allen. E a prova mais flagrante disso mesmo, é Maria Elena do filme Vicky Cristina Barcelona.
Eu, tal como ela também acho que o amor incompleto é o mais romântico. Ela, tal como eu conhece bem a significado da frase "We are meant for each other and not meant for each other". E depois há a impulsividade, o devaneio, a loucura. Eu também tenho muitas vezes a sensação que vivo num mundo muito diferente da maior parte da sociedade. E afinal não sou a única problemática a nível de emoções, nem a sentir tudo intensamente, seja bom ou mau. E depois há os fantasmas e tormentos que andam todos à volta do mesmo. É que é tal e qual. Tirando a parte em que ela se tenta suicidar num acto desesperado. Isso não. Gosto demasiado de viver. E em vez de Vodka, toda a gente sabe que prefiro Bacardi.
Até na parte em que ela entra desvairada aos tiros pela casa dentro, me revi nela. Com o pequeno grande pormenor que não tenho nenhuma arma. E a parte do “Americana de Mierda” sofria apenas uma pequena alteração para “Saloia de Merda”.
De resto é tal e qual…

Mafalda

Blog Awards ( Inês e Mafalda; Reflexões de um cão com pulgas; Às nove no meu blogue )

Falta um dia para o final das votações. Claro que não vamos ganhar, nem aspiramos a tal. Mas sim, gostávamos de ficar nos cinco primeiros lugares deste ranking.
E deixem-me dizer-vos que esta categoria está muito bem representada. Temos o "Reflexões de um cão com pulgas " que é quanto a mim, não só o vencedor da categoria, mas também o vencedor do Super Blog Awards. E temos o "Às nove no meu blogue" , que doa a quem doer é o mais popular "blogue de gaja" do momento. Por isso, meninos e meninas, ainda têm um dia para votar. Não sejam preguiçosos.  E é tão simples como clicar nos links abaixo. Aproveitem e votem logo nos três. Estamos todos ali juntinhos e tudo.

Votar em " Traição, experiências, fluoxetina e suposições"

Votar em " Reflexões de um cão com pulgas"

Votar em " Às nove no meu blogue"

Mafalda

Segunda-feira, 22 de Março de 2010

Mafalda e as suas dúvidas # 3


Haverá alguém ( para além daquelas duas ou três pessoas que já se sabe, claro) que me entenda? Sem que eu tenha que me alargar a grandes explicações sobre a forma como vejo os sentimentos e as relações humanas ...?

Mafalda

Ela tem saudades...

... daquele tom de pele , de andar descalça na linha do comboio, de sentir-se "desgraçadamente" arrebatada, de rebolar na areia ainda quente, dos beijos salgados no Cabedelo, do coração a bater descompassadamente...

Inês

Sexta-feira, 19 de Março de 2010

Juan Antonio, Vicky Cristina Barcelona

Javier Bardem

" Maria Elena used to say that only unfulfilled love can be romantic. "

" We are meant for each other and not meant for each other. It's a contradiction. "

Juan Antonio, Vicky Cristina Barcelona ( Woody Allen )

Culpadas? Elas… Essas traidoras!!!


A culpa desta ansiedade aflitiva, desta nostalgia perturbadora, deste aborrecimento inquietante e desta melancolia desassossegada é toda… delas...dessas traidoras!!!

Mafalda

Quinta-feira, 18 de Março de 2010

Hoje estou...

                                                  Foto: Tuta

...Sensível, mimalha, nostálgica, birrenta, melancólica, aborrecida, ansiosa…e acho que é tudo!!!

Mafalda

Terça-feira, 16 de Março de 2010

Maçã e Canela – Passatempo


“(…) Sempre nos foi fácil falar de Amor. Fazermos a nossa própria história. Éramos de mundos diferentes, de vidas diferentes, mas desde a primeira vez que nos vimos, que tudo isso eram apenas nadas, comparado com aquilo que tínhamos para dar ao mundo.
Lembraste, quando me ensinaste a voar? Lembraste quando te ensinei a dançar, sobre os meus pés no meio da avenida?
Eu sim, todos os dias. Entraste no meu coração quando eu já não tinha esperanças de sentir o amor. Entraste na minha vida, quando eu tinha fechado as portas a toda a gente.
Até onde foi a nossa luta para sermos um só,  nunca me hei-de esquecer. Mesmo agora que o tempo apagou em ti algumas das nossas vivências, eu hei-de guardar-te para sempre. (…)“


Catarina Valadas. Maçã e Canela

Em Dezembro do ano passado a autora do blogue Maçã e Canela decide dar um passo gigante de encontro a um dos seus sonhos, e eis que nasce Maçã e Canela, O livro. 
Um dos exemplares pode ser teu. Para isso basta enviar uma frase original com as palavras “ Maçã e Canela” (comentários neste post ). Usa a tua imaginação e participa até 31 de Março. A melhor frase recebe um livro, assinado pela autora.

Inês e Mafalda

Embriaguez dos sentidos

                                                         Foto: Daniel Pedrogam

(...) Lembrei-me daquelas mãos quentes, delicadas e atentas, inclinadas sobre as minhas mãos. Do toque daquela pele. Aquele toque tão agradável e demorado sobre mim.
Sempre que me toca é como se todos os meus sentidos ficassem embriagados. E lá estou eu envolvida numa espécie de volúpia e luxúria. E lá estou eu com o ritmo cardíaco em aceleração constante.
Voltei a lembrar-me, desta vez das minhas mãos em estado de desejo absoluto em busca do contacto com aquela pele. A exuberância ansiosa e impaciente que sustentam todos os nossos momentos. A urgência excessiva de nos sentirmos, sem pensarmos em absolutamente mais nada.
Um corpo de encontro ao meu, destilado, consumido, arrebatado, a querer-me toda, tudo de mim…consumir-me toda.
Não me lembrei só hoje. Mas hoje foi diferente. Este silêncio tão único imobilizou-me, mas não me assombrou, muito pelo contrário…na verdade fez-me bem fechar os olhos e voltar a sentir os sentidos como que embriagados. (...)

Mafalda

Publicado em Remoinho de Emoções.

Domingo, 14 de Março de 2010

O coração pela voz de Mónica Marques



“ Não faço ideia de quem inventou que o amor está no coração, o coração é só um músculo. Uma coisa disforme e feia e que se retirado do corpo, quente, ainda bate e esperneia nas mãos dos técnicos. Nas séries de televisão há corações transportados em caixas que vão bater dentro de outras pessoas que não os que dão o coração, esses já morreram, de morte matada ou de morte morrida que é uma expressão brasileira muito bonita. Eu ando um bocadinho de morte matada e de morte morrida. Nunca é uma coisa só, comigo, é sempre tudo junto, mal explicado e à bruta. “

“ (…) É só um músculo com excesso de personalidade e notória mania de grandeza. Que chatice, isto. Os rins são tão importantes como o coração e dão-nos algum trabalho? “

Mónica Marques, Sushi Leblon

Sábado, 13 de Março de 2010

Ainda ontem eu falava sobre gavetas e sobre silêncio...

"Agora, já não preciso que gostem de mim.
Agora, tenho mil peças de um puzzle, tenho
uma caixa cheia de molas soltas, duas mãos,
tenho a planta de uma casa, tenho ramos
guardados para o inverno, e tanto silêncio,
tenho tanto silêncio, bolsos vazios e cheios,
pão, fé, céu, chão, mar, sal, sol, cá e lá,
tenho sobretudo lá, uma distância imensa
feita de planícies estendidas e eternidade
porque eu caminho com vagar ao longo das
estradas, o horizonte é demasiado quando
planeio toda a sua distância sem medo de
nada, destemido apenas, a coragem é um
exército ao meu lado, tenho a coragem
necessária, tenho um lago que reflecte a
noite e a lua quando há lua, uma orquestra
inteira tenho, o som e o silêncio, já disse o
silêncio, repito-o a saber quem sou e o que
tenho, tenho uma gaveta de papéis, tenho
montanhas de montanhas, tenho ar, tenho
tempo e tenho uma palavra que corre à
minha frente, mas que consigo apanhar
e que ainda utilizo no poema. "


Ainda ontem eu falava sobre gavetas e sobre silêncio...e hoje encontrei este texto.
Só podia ser do José Luis Peixoto ( Gavetas de Papéis ).

 Mafalda

Sexta-feira, 12 de Março de 2010

Silêncio…

                                                              foto: Catarina

Por vezes o silêncio mata mais do que as palavras, ainda que eu seja defensora de que existem momentos e situações em que o silêncio tem mais poder do que as palavras.
O silêncio pode ajudar a reflectir, a proteger, a reforçar qualquer coisa. Da mesma forma que também pode “matar” o nosso interior com o acumular de palavras não ditas ou sentimentos não expressados. Depende sempre da nossa posição ou condição de estar na vida e do nosso estado emocional.
O meu silêncio de hoje, de agora, talvez esteja a “matar-me” mais um pouco, ou talvez amanhã eu consiga tirar dele uma reflexão importante, essencial e necessária.
O ser humano é tão complexo, tem um cérebro tão infinito. Às vezes o nosso cérebro pode comparar-se a um gavetão gigantesco, com gavetas e "gavetinhas". É por isso que se diz que o cérebro tem as suas prisões. São as tais gavetas. Algumas fechadas à chave, outras entreabertas. Há as que estão eternamente em constante “abre e fecha”, e aquelas que não fecham totalmente pela imensidão e infinidade de “coisas” acumuladas, e pior do que isso completamente desarrumadas.
Hoje o meu cérebro dedica e dirige exclusiva atenção a uma dessas gavetas. As outras também lá estão, mas a gaveta que rebenta pelas costuras de tanta desordem e desarrumação é o espelho do meu estado de alma.
Tento fechar os olhos e sou capaz. De olhos cerrados tento enganar o cérebro e não pensar na tal gaveta, mas não consigo.
Então tento arruma-la, e…também não consigo. A seguir zango-me comigo própria e aí instala-se a guerra interior. Uma luta interior nem sempre é maléfica ou prejudicial, desde que não dure muito tempo e consigamos sair vencedoras e triunfantes de mais uma batalha.
Mas esta guerra tem-se demorado. E quantas vezes, digo a mim própria que ninguém suporta viver muito tempo em conflito com a sua própria alma. Ou até aguenta, tornando-se numa pessoa angustiada, um ser amargurado que carrega consigo um rasto de revolta em tudo o que faz.
A vida é demasiado especial para acarretar consigo sentimentos desse género. E a vida pode ser tão curta, ela pode acabar já daqui a bocado…e eu aqui de costas invertidas para o mundo, com as lágrimas sempre prontas a fluírem pela minha cara cansada, que hoje veste um olhar triste e amargurado.
Vou fechar mais uma vez os olhos e em silêncio vou falar comigo. E não vou só arrumar a gaveta, mas também aniquilar tudo aquilo que não está lá a fazer absolutamente nada, a não ser ocupar espaço, a esgotar a sua capacidade.
E amanhã quando olhar para mim terei um olhar bem mais feliz do que o de hoje, assim como irei devolver à minha cara o seu melhor sorriso. Afinal, eu nunca me esqueço de quem sou, mesmo quando me julgam de outra forma. Mesmo quando tentam roubar-me aquilo que me caracteriza…a minha força de viver, o poder que eu tenho sobre as gavetas do meu cérebro, e o silêncio que muitas vezes preciso para as arrumar.

Mafalda  
( para a  Fábrica de Letras )

Segunda-feira, 8 de Março de 2010

Sexta-feira, 5 de Março de 2010

O “Remoinho de Emoções” de Inês e Mafalda

A Mafalda é uma pessoa descontrolada, tem muitos momentos de desorientação e muitas etapas marcadas pelo abismo emocional. Mas ao mesmo tempo tira o máximo partido das suas experiências e emoções.
A Mafalda questiona-se sempre.
Nunca lhe chega dizerem que isto ou aquilo é de determinada maneira. Porque para ela os “porquês” são sempre necessários.
Questiona normas e leis. E acha que emocionalmente todas as pessoas têm tendência a mudar essas normas e regras que a razão tantas vezes nos impõe.
Questiona atitudes, sentimentos e questiona principalmente o ser humano.
Acerta-se muitas vezes e ao mesmo tempo é uma eterna errante.
Questiona os receios e os pânicos. Dela e dos outros. As certezas e incertezas do ser humano.
A Mafalda é uma personagem totalmente emocional.
Depois temos a Inês, que funciona como uma espécie de consciência e de razão. Aparece quase como para consciencializar o mundo da Mafalda.
Vê o Mundo de uma forma completamente diferente da Mafalda, mas entende-a. Mais do que isso, tem o poder de ajuda-la a sair das suas cruzadas emocionais com as palavras de motivação que lhe dirige.
A Inês é uma personagem totalmente racional, e apesar de aparecer pouco é a melhor amiga da Mafalda, acima de tudo porque em nenhum momento é capaz de julgar os seus receios, as suas inquietações e as trevas que muitas vezes trava com ela própria. 


Para conhecer um pouco mais cada uma destas meninas, aqui fica o  convite  para a apresentação de Remoinho de Emoções”. O  livro de crónicas assinado por elas, será apresentado pelo escritor e ilustrador Pedro  Seromenho, no próximo sábado dia 6 de Março, a partir das 18horas, no T4 em Braga. 
A entrada é livre, a vossa presença importante e o convite estende-se a todas as pessoas que queiram levar convosco. 

Inês e Mafalda

Quinta-feira, 4 de Março de 2010

Mafalda e as suas dúvidas # 2

                                                     foto: José d' Almeida e Maria Flores

Alguém é capaz de definir " Tentação" ?

( É que eu acho que estou perante uma, e preciso que me ajudem a perceber se estou errada ou se será mesmo esse o termo certo... )

Mafalda

Segunda-feira, 1 de Março de 2010

Expliquem-lhe... que eu não tenho tempo, nem paciência.

                                                      Foto: Daniel Pedrogam

Parece que anda para aí um anónimo faminto da minha atenção. Mas eu, sinceramente não tenho tempo, nem paciência para pessoas que se escondem ( ainda que mal escondidas ).
Alguém é capaz de explicar a essa personagem, que eu costumo ser muito, mas mesmo muito boa, a descobrir anónimos. E é que depois de descobertos, no momento de arrasar e abater as ditas criaturas costumo ser ainda melhor...

Mafalda