Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

Tenho...


             ...saudades a explodir no coração...
        uma imagem no pensamento e...
         borboletas multicor no estômago...

                                                                                      Mafalda

Terça-feira, 27 de Abril de 2010

“ Ela “ …é o abismo.

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foto :  Poison Nicky

Apetece-me escrever sobre ela. Por nenhuma razão em especial e por todas em particular.
O nome dela? Não acredito que seja necessário, todos irão reconhece-la nesta breve descrição. Apetece-me escrever sobre ela. Por nenhuma razão em especial e por todas em particular.
Talvez porque conheça muitas pessoas que vivem com ela uma ligação, uma espécie de analogia “amor-ódio”. Quase como uma paixão arrebatadora, mas fugaz, que provoca aquelas sensações fantásticas que seguir vão ser substituídas por estados infernais.
É quase amor à primeira vista para muita gente, existe quase sempre um fascínio que se vai prolongando nos momentos em que mostra os seus efeitos no pico mais alto.
Torna-se quase sempre difícil resistir aos seus encantos, mesmo quando já se conhece a ansiedade que provoca, quando o cérebro começa a funcionar de forma desconexa e se perde completamente o controlo sobre tudo.
É aí que surge o ódio, quando se percebe que ela assume o comando muito facilmente.
Paulo Coelho disse uma vez e disse muito bem, que “ ela é má por ser tão boa”. E falou na primeira pessoa, pois também ele um dia se apaixonou por ela e viveu a tal analogia “amor-ódio”.
Se fosse uma pessoa, poderíamos dizer que se tratava de uma pessoa de extremos. Quase que não há meio-termo, e é intensa no bem e no mal.
Quem fala na primeira pessoa e por experiencia própria a descrição é muito idêntica. Não conseguem encobrir o fascínio e magnetismo. Gostam dela. Não há como camuflar esse facto. Gostam do sentimento de liberdade, de gozo e de prazer.
Mas depois…com o passar do tempo ela também dá a conhecer o lado mais sombrio e quanto ela torna as pessoas mais vulneráveis.
E se num momento ela eleva, no momento a seguir pode roubar muito da identidade de uma pessoa. Rouba sempre uma porção gigante da auto-estima, quando não se apodera dela por inteiro. Por vezes torna as pessoas irreconhecíveis aos olhos dos outros.
Ela, como quase tudo na vida, tem um lado momentaneamente sublime e superior, e outro lado eternamente pardacento e opaco.
Ela…ainda será preciso dizer o nome dela?

Mafalda

( para a  Fábrica de Letras )

Sábado, 24 de Abril de 2010

A tua cor em mim...


A cor está nas pessoas que pintam os nossos quadros cinza de uma cor que não tem cor definida...de tão multicor que é ...

Mafalda

Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

Dia Mundial do Livro

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A Arte de Produzir Efeito Sem Causa, de Lourenço Mutarelli
Inês, pode ser este…  eu estou tão curiosa em relação a este livro. 

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Transa Atlântica - Mónica Marques
Pai…e depois há ainda este que ando para comprar ao tempo.

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Balas de Prata, de Élmer Mendoza
Mãe, ouvi o autor a ler uma passagem e quero, quero, quero.

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 Mempo Giardinelli - Final de Romance Na Patagónia
E era mais este…
e comemorávamos o Dia  Internacional do Livro em pleno.

Mafalda

LeV 2010 – valter hugo mãe ; o “nabo” .


valter tem qualquer coisa. Qualquer coisa para além de escrever bem. Qualquer coisa para além de ser multifacetado. Há ali uma espontaneidade que eu admiro.
Foi o último a falar , dos quatro escritores presentes na 8ª mesa do evento, «Toda a realidade é um desejo de viagem» ,moderada por Francisco José Viegas. Agradeceu o convite e manifestou o prazer que sentia em estar ali. Disse que havia preparado um texto para ler. Que preferia assim, que lhe era mais fácil ler o que escreve, do que falar. Porque na verdade, nos momentos em que começa a falar se sente sempre um “nabo”.
A gargalhada foi geral. Seguiu-se a leitura do texto, que eu gostaria de transcrever na integra, mas não posso, porque para isso teria que lho pedir no final. Passou-me pela cabeça…confesso,mas depois acabei por não o fazer. De qualquer forma, só perceberiam o quão divertido e especial era o texto se o ouvissem pela voz do próprio. Fê-lo de forma peculiar e não controlou as gargalhadas em determinadas passagens. E duvido que durante aquela leitura, muito ao estilo de valter hugo mãe , o próprio se tenha sentido “nabo” em algum momento.
E depois os “nabos” não pensam , não sentem, não escrevem  e não dizem coisas destas :

“…esperava da vida... sempre esperei da vida coisas esdrúxulas …”

“ …sair de onde estávamos, era sair também de nós…”

“…só acredito em fantasmas como bizarria da realidade, e não para mais além…”

“ …que brincar nos fez deixar de pensar…”

“…as coisas eram assim às metades de umas e outras, e só assim se completavam…”

E eu também acho que depois disto, o termo "nabo" passará a ter um outro significado, bem diferente daquele a que estamos habituados.

Mafalda

Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

LeV – Experiência única

Sem querer provocar-vos qualquer sentimento de inveja, acabo de chegar do LeV, e do jantar com os escritores presentes no evento.

Depois conto tudo :)

Mafalda

Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

Duas pessoas. O mesmo “ele” .

                                                         foto: José de Almeida & Maria Flores

“ A vontade dele era morar nela. Ele, que por muito tempo se perdeu dos seus desejos. (…) Ela, e o amor, que só existia entre quatro paredes ou, às vezes, em conversas à distância. Ele, e esse amor que inventaram de ser proibido. Ele, já não contava mais com o amor. Ela, que de tanto amar já não se achava capaz. Ele queria morar nela, mesmo sabendo que naquele corpo não cabia. (…) Ele não se reconhecia nela. Mas só nela se encontrava. Nela. Ali, ele fazia as suas confissões. Do que tinha medo, das mentiras que a vida lhe pregava, dos desejos que nem teve, dos sonhos do mundo que tem em si. (…) E diante dela, mesmo que longe ela estivesse, ele já nem sabia o que era verdade. Ele queria entrar ali dentro e nascer de novo: puro, diferente, igual, autêntico. Queria adormecer nela. Mesmo que no dia seguinte saísse ao encontro da sua vida de sempre. Lugares, conquistas, (…) ver amigos. Esses amigos de longa data, que ele só sabia amigos por assim ter aprendido. Não sentia aquele bem-estar neles. Há muito que ele estava separado do seu bem-estar. Ele, que vivia para dentro, robô de si mesmo, sem se perguntar se era mesmo por ali. Ela, que vivia para fora, para o mundo e para o universo, para ele. Ele nunca deixou de se lembrar dela, mas era sempre ela que voltava a ele. Ela, que a cada noite lhe contava uma história. E era sempre a história dele que contava. Como se lhe voltasse um espelho e, ali, ele se visse nu. Ele gostava de ouvir a sua própria história. Mesmo que saísse dela assustado e com medo, muitas vezes. Mas o dia chegava ao fim e ele voltava. Para ouvir mais uma história. Para se ver mais um pouco. Havia naquelas histórias alguma coisa que o atraía. Sempre gostou de si, sempre gostou de se ouvir. Ela, que era invisível. Ela, que ninguém conhecia tão bem, a não ser ele. A vida em volta continuava a mesma, embora ela sempre voltasse. Eram amigos. Disso, tinham certeza .Não havia, no mundo, ninguém que lhes tirasse isso. Queriam-se mais do que alguma vez chegaram a dizê-lo. O amor que se tinham, que se têm, não cabe em palavras. Ele queria morar nela, mas tinha medo de ali ficar. Ela queria, sim, a sua presença. Ali, ele seria sempre bem-vindo. Mas o desejo dela não era o de o engolir. Ela era pequena, tão menor que ele, mas tão grande ao mesmo tempo. Ele, nela, permaneciam noites inteiras, confortável, naquele canto doce e quente. Ela não o queria para si, embora o quisesse. Queria que ele a quisesse tomar para si, mas que a deixasse escapar que nem enguia, por entre as mãos. Queria que ele sempre fosse bem-vindo, como queria ser bem-vinda sempre. De vez em quando ela também se ia hospedar nele, mesmo que por um tempo, com a certeza de que a casa nunca seria sua. Ela queria aquele amor macio e estranho, sem garantias de ser para sempre, mas de sempre. Ela queria aquele amor de hoje, de ontem. Queria um amor de palavras e de gestos. Ele queria um amor de sabores e de cheiros. Queria amar com liberdade, embora desejasse o desejo de pertencer. Ela queria poder ser dele, mesmo não sendo. Ele queria agarra-lhe a mão para desenharem a dois. Sempre cada um. Sempre de mãos dadas. Mas sempre por si. Com a suavidade de não fazer tudo sempre igual. Ela queria a solidão dele, queria dividir com ele o seu sem rumo, queria dar-lhe os sorrisos que ela sempre tem. Queria emprestar-lhe gargalhadas e oferecer-lhe a espontaneidade que a ela lhe dá tanta graça. Ela queria-o quase toda noite. E digo quase toda a noite, porque ela sabia que nesse "quase" havia um certo espaço que ambos precisavam para respirar. Queria cuidar dele enquanto ele estivesse hospedado nela. Queria hospedar-se nele também e, ali, naquele espaço de tempo, receber os seus cuidados, os seus mimos. Ela queria amar para sempre, mas não buscava a promessa – não era ali que morava o para sempre. Ela também queria a falta dele, de que também era feito o amor por ele, o amor dele por ela. Ela queria-o por inteiro, por si mesmo e tanto maior ao seu lado. Ela queria, não a promessa, mas a vontade. Ele queria, não a obrigação, mas a sorte. Eles queriam estar sempre a começar de novo sem nunca fechar ciclos. Ela, que tinha uma história comprida. Ele, que tinha uma história em mente. Muitas vezes, ele pensava em desistir dela. E ele fugia. E dela saía. Mas a noite chegava e ele sempre voltava para casa, para ela. (…) Porque ela era especial. Ele, sente a falta dela. De fazer amor com ela. De a ver adormecer. (…) De a acordar ao sabor de um beijo. (…) Ele, tem saudades de comer com ela. De combinar coisas com ela. De ir tomar café com ela. De a ir buscar a tantos e tantos sítios. De esperar por ela. Porque ela é ela e gosta de se fazer esperar. Ela, também, sente muitas saudades dele. De sorrir para ele. De se arranjar para ele. De ser acordada por ele. (…) De lhe ligar e ouvir a voz dele. De sentir borboletas na barriga quando o avistava ao longe. (…) De lhe escrever cartas a ele. De ver o mundo com ele através de uma simples janela. (…) De saber quando ele estava nervoso mesmo sem ele o dizer. (…) De adormecer a pensar nele. De esperar por ele (…) De o ter dentro dela. (…) Tem saudades de lhe dizer aquilo que nunca lhe disse e, por isso, quer dizer-lhe. Quer dizer-lhe que em Setembro lhe tinha escrito uma carta que nem lhe chegou a dar. Que como essa há muitas que ficaram no baú com medo de que não fossem bem recebidas ou totalmente compreendidas. Mostrar-lhe que se afastou ,para o deixar ser feliz, mas nunca deixou de perguntar por ele ou saber coisas sobre ele. Dizer-lhe que pensa nele muitas mais vezes do que aquilo que demonstra. Para ela, ele terá sempre um mundo no canto dela. Para ele, ela terá sempre um canto no mundo dele. Ela gosta dele. Ele gosta dela. E são isso - o amor dele por ela, o amor dela por ele. E tudo o mais que se sente quando se está longe. Porque mesmo longe, ele está nela. E ela está nele com todo o amor que lhe tem. “

Depois de uma menina comentar o meu post dirigido a “ele” ( o meu “ele” , não o dela ), clico no blogue dela e encontro este magnifico texto para “ele” ( o “ele” dela, não o meu ). Durante uns minutos demorados não desviei o olhar do ecrã e à medida que ia lendo, a minha visão ia ficando turva, e a minha pele arrepiada. Porque apesar do meu “ele”, não ser o “ele” dela, as mesmas  palavras encaixariam na perfeição.

Mafalda

Coisas que eu leio e adoro # 2


                                                      Daqui

"Muros por derrubar, Pontes por construir"


" No âmbito da disciplina de Área de Projecto integrei-me num grupo com mais 4 elementos cujo tema de trabalho é " Muros por derrubar, Pontes por construir" e debruça-se sobre a Solidariedade. Na tentativa de melhorarmos uma realidade que nos rodeia no contexto escolar, escolhemos como um dos nossos pilares ajudar os alunos que praticam Boccia, na nossa escola.
O Boccia é um desporto praticado por pessoas com dificuldades motoras profundas e/ou paralisia cerebral. Este é praticado por alunos reconhecidos nacionalmente e medalhados paralimpicos. Para a realização do mesmo são necessários materiais que a escola não possui nem tem verbas para adquirir tais como calhas, conjuntos de bolas, entre outros.
Desta forma, o Grupo Alicerce envolveu-se neste projecto de forma a melhorar esta realidade quer a nivel financeiro, quer a nível humanitário, do qual também sofre de imensas carências. A nossa ajuda passa por auxiliar treinos e torneios, sensibilizar as pessoas face às dificuldades existentes e divulgar o desporto através de um blogue (http://www.voluntasmaxi.blogspot.com/) - (visita, deixa a tua opinião e divulga!), organizar uma palestra sobre o tema e um evento cultural de forma a angariar verbas a reverter para o Boccia. Este evento cultural irá realizar-se no IPJ de Braga, dia 23 de Abril pelas 21h30. Tem o custo de 5€ e um cartaz para todos os gostos!
Espero poder contar contigo e com todos aqueles que queiras levar "

Email recebido de Maria Miguel Costa, aluna do 12º ano da turma 4 da Escola Secundária de Maximinos, de Braga.

Terça-feira, 13 de Abril de 2010

Coisas que eu leio e adoro # 1

valter hugo mãe retratado por Nelson d'Aires

  " sei que entre as páginas de um livro
       pode esconder-se alguém
         alguém que me espera "

                               Valter Hugo Mãe

Quarta-feira, 7 de Abril de 2010

Há mulheres...

                                                      foto: Catarina

Eu já sabia que existem mulheres que se prestam a papéis miserávéis, mas assim tanto, confesso que me provocou uma certa sensação de vómito...

Mafalda

Segunda-feira, 5 de Abril de 2010

Não consigo...

                                                   foto: José de Almeida

Eu não consigo arrumar-te em nenhuma das minhas gavetas...

Mafalda

Domingo, 4 de Abril de 2010

Filipe Campos Melo leu "Remoinho de Emoções"


" Se a emoção é a linguagem da alma, o sentir é provavelmente a sua fala.
Mesmo que tudo se processe, quase sempre, ao nível do inconsciente.
A escrita será, então, a sua verbalização, uma forma de abraçar o mundo.
“Remoinho de Emoções” situa-se nesse plano.
As palavras que formam a obra parecem surgir de forma vertiginosa, num processo criativo quase intuitivo e, seguramente, autêntico e inspirado.
“Se conseguisses ver, abraçar ou sentir os meus olhos, de certeza que irias perceber o autêntico significado deste pensamento” (in “Mergulha no meu olhar”).
O que o leitor encontra neste livro é, antes do mais, o alvoroço de uma alma que se define e se desnuda.
“Não existe fase mais dramática e aflitiva, mas ao mesmo tempo mais libertadora do que matar uma soma gigantesca de pormenores para iniciar uma nova fase “ (in “Começar de novo”).
Pese a aparência formal do registo adoptado (um quase diário), este livro é um diálogo da face (multifacetada) da Autora consigo própria, com as suas emoções, os seus turbilhões, o seu mundo no mundo.
“Com muito, pouco ou algum sentido, o importante é que estou impressa em cada linha que escrevo” (in “Palavras”). E, de facto, assim é. Seja Mafalda, Inês, a sua soma ou a sua divisão, cada uma das vozes inscreve-se nas linhas que escreve.
Nesta dialéctica reside umas das fundamentais seduções do livro.
Quem já leu o livro, certamente se interroga porque não fiz ainda uma referência ao Amor (ou ao desamor), se este é transversal à obra e uma das suas essenciais inspirações.
Apenas porque, como diz a Autora, as “verdades não se decifram, simplesmente são” (in “Pessoas especiais”).
A procura de Ser é um remoinho de emoções. "

Filipe Campos Melo ( Giraldoff )

Sexta-feira, 2 de Abril de 2010

Amor à primeira vista...

     
                                                by rocketdog

Amor à primeira vista...e totalmente correspondido.
Lindos e meus. Adoro-os.

Mafalda

" O que é que tu pensas de mim? "

                                                      foto: José de Almeida & Maria Flores

Não te preocupes com aquilo que eu penso de ti...
Preocupa-te com aquilo que tu pensas de ti próprio...

Mafalda