Irmãs,melhores amigas.Imensas personagens á sua volta.Camufladas,mas reais.Devoram sonhos.Personalidades,estados de espírito,amores imperfeitos,traições diabólicas.Viciadas em pessoas.Uma delas viciada em Fluoxetina.Histórias reais e fictícias.Drogas.Instantes mágicos.Formas de ser,de estar. Divertidas.Deprimentes.Sempre a descobrirem-se a elas próprias e aos outros.
Domingo, 29 de Agosto de 2010
Crónica dos Leitores – Suposições # 1
“ És desenhado com traços fortes. A linha que te delimita é feita de uma linha bem marcada. (Aposto que te doeu quando a marcaram na tua pele). Linha preta. Contínua. (Aposto que foi feita a caneta de feltro e que ficaste frio depois de a marcarem). Sem interrupções. Nada apaga esse traço forte que te rodeia, pois não? Não há amor suficientemente grande em mim (nem em ninguém) para se poder infiltrar e misturar-se com o preto dessa linha. Eu sei que não. Agora sei o que dantes não sabia. Já não quero é saber o que vais fazer com a tua linha. Não quero. Desaparece e deixa-me ficar a sós, com as minhas suposições. Sim, suposições.Ainda te lembras quando me disseste "eu supus que não quisesses que eu fosse alguém que te ocupasse o coração por inteiro, mas alguém que te ocupasse o corpo no seu todo, mas só e apenas por momentos". Lembras-te? Lembras-te da minha resposta? "E eu apenas supus, apenas, que eu era alguém que, finalmente, conseguiu derrubar essa frieza que insistes em mostrar por teres medo de a perder e de te sentires frágil, como toda a gente. Supõe o que tu quiseres. De suposições está o inferno cheio". Claro, a tua linha preta e forte tinha de retaliar "Intenções. Costuma dizer-se intenções". Ainda te lembras do que te disse? Lembras? É que eu não consegui esquecer... ainda, porque ainda sinto o mesmo "O inferno mudou de morada e vive no meu coração. De suposições está o inferno cheio...". “
Por : Andreia Silva
( Crónica dos Leitores )
Sábado, 28 de Agosto de 2010
E...um dia sais à noite e alguém pergunta...
...não te cansas de ser tu ? É que depois de te ler, já me questionei sobre isso!!!
- ... ( !!! ) Não, canso-me é de certas pessoas! De mim...nunca...!!!
Porquê ?
- Porque tenho tendência a achar que eu, é que estou sempre mais à frente do que as outras pessoas!!!
Mafalda
( sim...sou eu...e é assim que eu sinto !!! )
Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010
Escreve isto na tua mente e no fim do jogo falamos.
foto:José d' Almeida e Maria Flores
"Dou-te a vantagem, tu com tudo, eu sem nada, que mesmo assim, desarmada, vou-te ensinar a perder." (Deolinda)
Mafalda
"Dou-te a vantagem, tu com tudo, eu sem nada, que mesmo assim, desarmada, vou-te ensinar a perder." (Deolinda)
Mafalda
Sábado, 21 de Agosto de 2010
Terça-feira, 17 de Agosto de 2010
Crónica dos leitores / Fluoxetina # 1
foto: Alexander Kharlamov
“ Desta vez não entrou pela porta dos fundos como é seu costume, trouxe a chave. Meteu-a na fechadura e abriu a porta. Aguardou a minha chegada, calma e serenamente deitada no meu próprio leito. E eu senti a sua chegada à distância. Os sinais que vai lançando, da sua vontade de vir são característicos, afinal somos companheiras há alguns anos e cada vez mais chegadas. Já estivemos por várias vezes, mais que duas semanas juntas, 24 sobre 24 horas.
Entrei em casa, cumprindo a sua vontade fechei estores, desliguei telefones. Ela gosta de silêncio e escuridão... e eu faço-lhe as vontades. Aprendi que não vale a pena lutar com a sua presença quando vem para ficar. Acaba sempre por ganhar a melhor, e eu, de lutar, acabo perdida em gritarias, perdendo sempre qualquer réstia de razão. Ela sabe como se fazer vencedora fazendo-me parecer ridícula aos olhos do mundo, assim aceito-a silenciosamente em minha casa, até que se farte e me queira deixar.
Sei exactamente porque veio por esta altura, cedo, muito mais cedo do que é seu costume. Veio festejar a série de aniversários que se comemoram compulsivamente a partir de hoje. Nascimentos, chegadas, partidas , encontros e desencontros, tudo se comemora a partir de hoje. Ninguém gosta de comemorar sozinho, por isso ela veio para me fazer companhia, é o que diz... e não houve fluoxetina que a convencesse a ir-se embora. Veio para comemorar comigo...a depressão. “
Por: Lou Alma
( “Crónica dos Leitores” )
“ Desta vez não entrou pela porta dos fundos como é seu costume, trouxe a chave. Meteu-a na fechadura e abriu a porta. Aguardou a minha chegada, calma e serenamente deitada no meu próprio leito. E eu senti a sua chegada à distância. Os sinais que vai lançando, da sua vontade de vir são característicos, afinal somos companheiras há alguns anos e cada vez mais chegadas. Já estivemos por várias vezes, mais que duas semanas juntas, 24 sobre 24 horas.
Entrei em casa, cumprindo a sua vontade fechei estores, desliguei telefones. Ela gosta de silêncio e escuridão... e eu faço-lhe as vontades. Aprendi que não vale a pena lutar com a sua presença quando vem para ficar. Acaba sempre por ganhar a melhor, e eu, de lutar, acabo perdida em gritarias, perdendo sempre qualquer réstia de razão. Ela sabe como se fazer vencedora fazendo-me parecer ridícula aos olhos do mundo, assim aceito-a silenciosamente em minha casa, até que se farte e me queira deixar.
Sei exactamente porque veio por esta altura, cedo, muito mais cedo do que é seu costume. Veio festejar a série de aniversários que se comemoram compulsivamente a partir de hoje. Nascimentos, chegadas, partidas , encontros e desencontros, tudo se comemora a partir de hoje. Ninguém gosta de comemorar sozinho, por isso ela veio para me fazer companhia, é o que diz... e não houve fluoxetina que a convencesse a ir-se embora. Veio para comemorar comigo...a depressão. “
Por: Lou Alma
( “Crónica dos Leitores” )
Sábado, 14 de Agosto de 2010
Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010
“ da paixão.” pela Cat
" Não concebo outra forma de viver que não apaixonada. Não um bocadinho apaixonada. Não levianamente apaixonada. Não apaixonada q.b. como quem ia ali ao supermercado comprar iogurtes daqueles com bifidus não sei quê e depois, em vez disso, se apaixonou ligeiramente ali adiante, ao virar da esquina. Não. Profunda e terrivelmente apaixonada. Apaixonada pela pessoa, pelas pessoas, pelos projectos, pelas coisas. Tenho uma necessidade visceral de estar sempre apaixonada por alguma coisa.
Não nasci para rotinas desapaixonadas, monótonas. Farto-me logo delas. Não nasci para o hum, vai-se andando, tudo na mesma, pois, cá estamos, diz que amanhã vai estar sol. Não nasci para viver resignada, sem coragem para mudar. Não sou assim: defeito de fabrico. Não estou sempre bem, feliz da vida. Mas se há coisa que odeio é aquele meio-termo, mete-nojinho, aborrecido, não-é-isto, nem-é-aquilo. Eu sou de extremos. Adoro-os, não posso negar. E por isso a minha quase bipolaridade faz-me saltitar entre extremos, com poucas paragens pelos meios que não são nem meios-bons nem meios-mau nem meios-assim-assim. Não são nada. E se páro aí, costumo arranjar coragem para voar outra vez, para longe.
Adoro a imprevisibilidade da paixão, adoro fazer horas de viagem por um beijo. Adoro o arrebatamento, o estremecer do corpo, os pequenos arrepios que percorrem a coluna, ora de cima para baixo, ora de baixo para cima. Adoro a ausência de planos, o estar tanta vezes numa cidade diferente da que planeei estar naquele dia, àquela hora. Adoro a espontaneidade, a loucura, a energia, a genuinidade. Adoro pensar que se pode tudo, que o mundo é nosso.
Sabe bem. Sabe tão bem. “
in My Catwalk
Acho que nem preciso adicionar grandes comentários a este texto. É exactamente disto que sou feita…e é por isso que costumo dizer que a paixão é a minha droga.
Mafalda
Quarta-feira, 11 de Agosto de 2010
Traição…Experiências…Fluoxetina e Suposições – Crónicas dos Leitores
foto: paulo viana
Não é por estar moda, mas porque acho giro. Não é para copiar outros blogues, mas porque a ideia de partilha sempre me interessou.
A Lua do blogue " Já (não) te sinto em mim " , tem a rubrica " Quem escreve uma carta ".
A Sirigaita do blogue " ...Meu estranho mundo..." , tem o " Desafio a todos os leitores..." .
E nós agora também temos as “ Crónicas dos Leitores” . Queremos ler e ouvir as vossas histórias e opiniões . Queremos conhecer talentos escondidos neste mundo gigantesco das letras e da blogosfera. Os temas são quatro e resumem-se ao titulo do nosso blogue. Isso mesmo. TRAIÇÃO. EXPERIÊNCIAS. FLUOXETINA. SUPOSIÇÕES. Uma palavra de cada vez. Nunca as quatro juntas. Dentro de cada tema o texto fica ao vosso critério. Uma opinião, uma história da vossa vida, um conto e tudo mais que a vossa inspiração ditar. Não importa o sexo, a idade, ou o tamanho de cada crónica. O que interessa é que participem. E podem faze-lo mais do que uma vez, mas nunca com o mesmo tema. Fica também ao vosso critério se querem revelar-se ao mundo ou se preferem ficar no anonimato.
E como vocês vão partilhar , nós queremos retribuir. As melhores participações receberão em casa uma surpresa…mas isso é coisa para explicar lá mais para a frente…quando as vossas crónicas começarem a chegar ao email , que está aí ao lado à vossa inteira disposição…
Agora é só dar largas à imaginação e começar a escrever.
Inês e Mafalda
Terça-feira, 10 de Agosto de 2010
O meu coração...
Foto: Photographize.org / Alexander Kharlamov
...voltaria a entregar-to em mãos com a certeza que o segurarias desta forma.
Mafalda
Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010
Uma longa viagem ao centro das minhas emoções…
foto: Photographize.org
Há quem diga que tenho uma forma de escrever excessivamente modelada por emoções e extraordinariamente rica em sentimentos.
São elogios enaltecedores, confesso. É uma espécie de aplauso gigante que me faz sentir uma vontade ainda maior de escrever, tal e qual como o tenho feito até aqui.
De certeza que algumas pessoas que aqui passam já conseguem decifrar qual o meu estado ou a minha atitude perante a vida e os sentimentos.
E eu tenho tantos estados. O que eu sinto hoje, não é necessariamente o que sinto amanhã…e certezas, digo-vos…tenho poucas. Existe uma que me acompanha desde há muito tempo, e mesmo quando me sinto em estados caóticos, em situações confusas ou pensamentos desordenados, eu nunca deixo de pensar que tudo tem resolução.
Qual o meu estado neste preciso momento em que falo convosco? Podemos dizer que é caótico ou desconexo.
Mas por outro lado sinto que agora, que consegui identificar os fragmentos menos bons que constroem a minha personalidade, também me sinto capaz de os reconhecer diante dos outros e principalmente os aceitar perante mim. Só assim poderei conseguir um auto controlo, que é o mesmo que dizer dar inicio a uma metamorfose urgente em certas condutas e determinados actos. Só aí poderei alterar ou fazer desaparecer o que me atormenta.
Fiz uma viagem ao centro das minhas emoções. Consegui. Fiz uma viagem ao centro das minhas emoções. E gostei. Remexi e investiguei o porquê do tal estado caótico. E isto incluiu também uma viagem aos muitos esconderijos que sustentamos dentro de nós. Que são muitos. Temos tantos refúgios, e muitos deles acabamos por descobrir que são desnecessários e inúteis. E nem é preciso ser muito inteligente para o saber. Nestes casos a segurança e confiança que temos em nós mesmos, acabam por ser fundamentais. Porque às vezes até pode ser-se muito inteligente, mas se vacilamos nos momentos em que temos que ser firmes, facilmente deitamos tudo a perder. Grande parte do que se passa dentro de nós, ou que nos acontece na vida é nada mais do que o resultado e consequência, de emoções que não fomos capazes gerir ou de atitudes pouco apropriadas. Posturas e má gestão das nossas fraquezas ou pontos fracos deixam sempre sequelas. Eu sei. E as sequelas trazem consigo de mão dada uma coisa que se chama arrependimento. Consequências que nos mostram a sensação de perda, que nos apresentam a sangue frio estragos e lesões que provocamos aos outros e a nós próprios nos momentos em que tivemos posturas menos próprias.
Acredito que também precisamos desta espécie de testes e de confrontações para que haja coragem de nos erguermos. Uma viagem ao centro das nossas emoções, para além de nos ajudar a conhecer melhor o nosso eu, faz-nos estar completamente certas de quem somos.
Porque também acredito que só aí tenhamos a verdadeira noção do que é medir, o inicio e o fim da linha ténue que divide o aceitável do exagero.
Claro que durante este processo é-nos dada a faculdade de entender muita coisa se perdeu pelo caminho.
Mas aquela história de que um dia olhamos para o lado e nos apercebemos do que perdemos já pode ser tarde demais…não se encaixa em mim…porque hoje de cada vez que olho para o lado vejo que “os verdadeiros” continuam aqui…independentemente dos erros cometidos durante esta longa e interessante viagem.
Mafalda
crónica de Agosto para a Fábrica de Letras
Há quem diga que tenho uma forma de escrever excessivamente modelada por emoções e extraordinariamente rica em sentimentos.
São elogios enaltecedores, confesso. É uma espécie de aplauso gigante que me faz sentir uma vontade ainda maior de escrever, tal e qual como o tenho feito até aqui.
De certeza que algumas pessoas que aqui passam já conseguem decifrar qual o meu estado ou a minha atitude perante a vida e os sentimentos.
E eu tenho tantos estados. O que eu sinto hoje, não é necessariamente o que sinto amanhã…e certezas, digo-vos…tenho poucas. Existe uma que me acompanha desde há muito tempo, e mesmo quando me sinto em estados caóticos, em situações confusas ou pensamentos desordenados, eu nunca deixo de pensar que tudo tem resolução.
Qual o meu estado neste preciso momento em que falo convosco? Podemos dizer que é caótico ou desconexo.
Mas por outro lado sinto que agora, que consegui identificar os fragmentos menos bons que constroem a minha personalidade, também me sinto capaz de os reconhecer diante dos outros e principalmente os aceitar perante mim. Só assim poderei conseguir um auto controlo, que é o mesmo que dizer dar inicio a uma metamorfose urgente em certas condutas e determinados actos. Só aí poderei alterar ou fazer desaparecer o que me atormenta.
Fiz uma viagem ao centro das minhas emoções. Consegui. Fiz uma viagem ao centro das minhas emoções. E gostei. Remexi e investiguei o porquê do tal estado caótico. E isto incluiu também uma viagem aos muitos esconderijos que sustentamos dentro de nós. Que são muitos. Temos tantos refúgios, e muitos deles acabamos por descobrir que são desnecessários e inúteis. E nem é preciso ser muito inteligente para o saber. Nestes casos a segurança e confiança que temos em nós mesmos, acabam por ser fundamentais. Porque às vezes até pode ser-se muito inteligente, mas se vacilamos nos momentos em que temos que ser firmes, facilmente deitamos tudo a perder. Grande parte do que se passa dentro de nós, ou que nos acontece na vida é nada mais do que o resultado e consequência, de emoções que não fomos capazes gerir ou de atitudes pouco apropriadas. Posturas e má gestão das nossas fraquezas ou pontos fracos deixam sempre sequelas. Eu sei. E as sequelas trazem consigo de mão dada uma coisa que se chama arrependimento. Consequências que nos mostram a sensação de perda, que nos apresentam a sangue frio estragos e lesões que provocamos aos outros e a nós próprios nos momentos em que tivemos posturas menos próprias.
Acredito que também precisamos desta espécie de testes e de confrontações para que haja coragem de nos erguermos. Uma viagem ao centro das nossas emoções, para além de nos ajudar a conhecer melhor o nosso eu, faz-nos estar completamente certas de quem somos.
Porque também acredito que só aí tenhamos a verdadeira noção do que é medir, o inicio e o fim da linha ténue que divide o aceitável do exagero.
Claro que durante este processo é-nos dada a faculdade de entender muita coisa se perdeu pelo caminho.
Mas aquela história de que um dia olhamos para o lado e nos apercebemos do que perdemos já pode ser tarde demais…não se encaixa em mim…porque hoje de cada vez que olho para o lado vejo que “os verdadeiros” continuam aqui…independentemente dos erros cometidos durante esta longa e interessante viagem.
Mafalda
crónica de Agosto para a Fábrica de Letras
Domingo, 1 de Agosto de 2010
Eu quero...
Não sei se o que preciso se chama "terapia de choque" , nem o que será isso da "terapia de choque", mas se for para me ajudar a sair deste labirinto de emoções ...eu quero e já !!!
Mafalda
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