Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

Ela está deliciada...


...com "Livro" de José Luís Peixoto . Ao contrário de outros livros, este está a ser lido devagarinho, para ser bem saboreado e demorar a chegar ao fim !!!

Conhecem essa sensação ? De prolongar algo que está a ser tão bom e não queremos que acabe ...

Inês

Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

Ela conclui...

                                                                    Foto: Slim Padilha

... que para lhe ligarem às oito da manhã de numero privado e se manterem em silêncio, é capaz de existir alguém com um caso grave de saudades...

Inês

Terça-feira, 28 de Setembro de 2010

Desejos Adidas # 1





Mafalda no Universo Adidas.
Adoro , adoro, adoro !!!

Primeiro pensei que a gaja andava a consumir umas coisas estranhas, mas depois percebi. Mulherzinha Ranhosa Portuguesa. É o que é !!!

“ Serve esta crónica para retratar e comentar um certo elemento que existe frequentemente em grupos masculinos e que responde pelo nome genérico de ‘Gordinha’. A Gordinha é aquela amigalhaça companheirona que desde o liceu cultivava o estilo maria-rapaz, era espertalhona e bem-disposta, cheia de energia e de ideias, sempre pronta para dizer asneiras e alinhar com a malta em programas. Ora acontece que a Gordinha é geralmente gorda e sem formas, tornando-se aos olhos masculinos pouco apetecível, a não ser em noites longas regadas a mais de sete vodkas, nas quais o desespero comanda o sistema hormonal, transformando qualquer bisonte numa mulher sexy, mesmo que seja uma peixeira com bigode do Mercado da Ribeira.
A Gordinha é porreira, é fixe, é divertida, quer sempre ir a todo o lado e está sempre bem-disposta, portanto a Gordinha torna-se uma espécie de mascote do grupo que todos protegem, porque, no fundo, todos têm um bocado de pena dela e alguns até uma grande dose de remorsos por já se terem metido com a mesma nas supracitadas funestas circunstâncias. E é assim que a Gordinha acaba por se tornar muito popular, até porque, como quase nunca consegue arranjar namorado, está sempre muito disponível para os mais variados programas, nem que seja ir comer um bife à Portugália e depois ao cinema.
À partida, não tenho nada contra as Gordinhas, mas irrita-me que gozem de um estatuto especial entre os homens. Às Gordinhas tudo é permitido: podem dizer palavrões, falar de sexo à mesa, apanhar grandes bebedeiras e consumir outras substâncias igualmente propícias a estados de euforia, podem inclusive fazer chichi de pernas abertas num beco do Bairro Alto porque como são ‘do grupo’ toda a gente acha muita graça e ninguém condena.
Agora vamos lá ver o que acontece se uma miúda gira faz alguma dessas coisas sem que surja logo um inquisidor de serviço a apontar o dedo para lhe chamar leviana, ordinária, desavergonhada e até mesmo porca. Uma miúda gira não tem direito a esse tipo de comportamentos porque não é one of the guys: é uma mulher e, consequentemente, deve comportar-se como tal. E o que mais me irrita é quando as Gordinhas apontam também elas o dedo às giras, quando estas se comportam de forma semelhante a elas.
Ser gira dá trabalho e requer alguma diplomacia. Que o digam as minhas amigas mais bonitas e boazonas que foram vendo a sua reputação ser sistematicamente denegrida por dois tipos de pessoas: os tipos que nunca as conseguiram levar para a cama e as gordas que teriam gostado de ter sido levadas para a cama por esses ou por outros. Uma mulher gira não pode falar alto nem dizer palavrões que lhe caem logo em cima. Já uma Gordinha pode dizer e fazer tudo o que lhe passar pela cabeça, porque conquistou um inexplicável estatuto de impunidade.
Porquê? Porque não é vista como uma mulher? Porque todos têm pena dela? E, já agora, porque é que quando uma mulher está/é gorda nunca ninguém lhe diz, mas quando está/é magra, ninguém se coíbe de comentar: «Estás tão magra!?»
Como dizia a Wallis Simpson: «Never too rich, never too slim». E quanto às Gordinhas, o melhor é arranjarem um namorado. Ou uma dieta. Ou as duas coisas. “

Há quem diga que ela queimou os fusiveis. E eu não poderia estar mais de acordo. Só uma pessoa completamente avariada da cabeça é que escreve coisas destas. 

Margarida Rebelo Pinto no seu melhor .  Ou será que deveriamos dizer que estamos perante uma “crónica” de uma  tipica  Mulherzinha Ranhosa Portuguesa . ?

Mafalda

Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010

Memórias de ti...

Foto: Sara Sa

...porque só me falam de ti...porque a nostalgia ainda doi...porque tu nunca saírás de mim...e porque eu serei sempre uma parte de ti ...e isso corroi ainda mais !!! A palavra seguinte fica para mim...
E porque tudo me leva até ti...e porque admito a poucos , e porque até a mim custa admitir.

Hoje vi algo nosso. Doeu.
Eu paralisei, precisamente ao mesmo tempo que o meu passo acelerou.
As pernas tremem-me...o teu nome ecoa num tom que me aflige...
...e eu respiro fundo !!! Olho para a porta de madeira escura e trancada com uma chave que foi atirada a um poço.
...e a porta move-se. Fica como entreaberta por um fio onde eu nem sequer consigo passar. E eu paro. Paraliso. O medo paralisa-me. Paro e fito a porta com olhos de quem quer ver para além do que aquilo que me ensinaram a ver...
...o teu olhar, o nosso livro, o nosso sonho...
" nosso ? " Isso já nem sequer existe...

Mas eu continuo...
não sei, se pela dor, ou se pelo trinco que ainda não fechei. Mas isso eu não digo...nem quero dizer. Os teus olhos são de uma cor que eu já nem conheço. Digo eu. Digo a quem finge ...acreditar...
...são verdes...com um toque acinzentado. São os teus. Os mesmos onde eu morei e de onde fugi, ou fui expulsa. Nem sei. Vê lá que ainda não sei...
...vê lá que ...talvez ainda não tenha aceite a ordem de expulsão !!!

Mas mesmo assim , eu sorrio...porque nunca deixei de sorrir...
Mesmo quando te deixei ir.
Sentimento de posse !!! Conheces ? Reconheci-o inumeras vezes nos outros e jurei nunca o aplicar em mim. E então...
‎...então , as palavras , os gestos, tudo era considerado meu...

mas isso foi antes de eu aprender que nada é nosso...a não ser...nós mesmos !!!

Mafalda

Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010

Crónica dos Leitores – Traição # 2

                                                     Foto: Jose Luis Cunha

" Dizem que a primeira de todas é sempre a pior. É a que abre a ferida, desbravando o caminho para outras que virão ao longo do percurso. É a primeira que faz jorrar o primeiro sangue fresco, quando se espeta como faca de lâmina afiada, rasgando pele, carne e perfurando também pedaços de alma fazendo jorrar as primeiras lágrimas inocentes que vão ganhando consistência e até uma certa aura de protecção deixando de ser com o tempo assim tão inocentes mas um descarregar do peso de todas as traições que ficaram para trás.
Elas, as traições, são formas de nos libertar da pureza, da simplicidade, com elas descobrimos o verdadeiro sentido do egoísmo que é marca presente nas danças da vida...
Podia dizer que fui traída, mas não fui. Deixei-me trair pela inocência de que outros pensarão em mim antes de escolher o seu caminho, tal como eu própria fazia nesse tempo... as consequências dos meus actos pesavam nas minhas decisões. Descobri que apenas eu o fazia e que as prioridades dos que me rodeavam, aqueles a quem chamava amigos passavam sempre primeiro pelo prazer individual e só depois pelas consequências que daí poderiam advir para os corações, as relações e as vidas alheias.
Foi mais ou menos por essa altura que o perdão começou a ser o melhor dos meus companheiros. Iludi-me, convencendo-me que o perdão me diminuía o peso do músculo que carrego ao centro do peito, que teima em duplicar ou triplicar, sempre que a traição se vem sentar e rir da minha inocência apontando o dedo no sentido das minhas péssimas escolhas.
Com o tempo as traições vão-se vestindo de várias cores, vários modelos, passam geralmente pelos primeiros amores, depois pela utilização da tua amizade e boa fé em proveito próprio e quando te deixas navegar pelos mares da traição, confortavelmente sentada no banco do perdão, dás por ti a trair-te a ti própria, a perdoar o que não tem perdão e a convenceres-te de que assim conseguirás um dia vencer o monstro da dor que entretanto começou a corroer as feridas deixadas, que não cicatrizam... É só nessa altura quase à beira do precipício, perto daquele ponto em que as feridas deixam de ter cura possível, consumidas que estão por constantes recaídas e reaberturas, que te apercebes que o perdão não é cura possível, que todos os outros continuam a dançar, a progredir a viver e tu apenas tentas curar-te, libertar-te, presa que estás às cordas com que te amarraste ao cais e às quais chamaste perdão... "


Crónica dos leitores ( clica aqui para saber como participar )

Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010

Às cobras humanas que se arrastam por aí , e se esquecem de que um dia acabam por engolir do seu proprio veneno…


“ Serpentes há muitas…sei-o bem.
E muitas acham que representam obstáculos insuperáveis na minha existência.
Tão enganadinhas que as meninas estão .
Por isso apetece-me dizer que… para as sonsas, dissimuladas, fingidas, e manhosas, chego eu bem... “


( daqui )


Mafalda

Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010

Crónicas dos Leitores - Experiências ( Morte) # 1

                                                           foto: Lúcia Letra

“ Acredito que existem pessoas que nunca desaparecem totalmente das nossas vidas. Pode não haver a presença física mas existe muito mais que isso a unir-nos. Tu és uma dessas pessoas. Perdi-te, mas continuas aqui comigo. O sentimento agora é de pura tristeza, mas o que sinto por ti é muito mais que isso. Não posso esquecer que foste tu quem mudou a minha vida. Foste tu que me mostras-te o caminho quando me perdi. Foste tu quem esteve ao meu lado quando não acreditava. Foste tu quem me fez acreditar. Foste tu que me ensinas-te a ser quem sou. Foste tu que me deste “aquele” abraço quando mais precisei. Foi contigo que voltei a sorrir. Foi contigo que tantas vezes as lágrimas me caíram. Sim, tu tinhas esse poder sobre mim. Contigo podia ser eu. Não precisava de me esconder, tu sabias perfeitamente como eu era. Lembro-me como se fosse agora o dia em que te conheci. A minha vida estava um caos, sem exagero. Não via sorrisos dirigidos a mim fazia tempo. E tu, que ainda nem sabias quem eu era, sorris-te. Nesse dia a minha vida mudou. Nunca vou esquecer aquelas palavras. Eu estava defensivo a tentar disfarçar o medo que sentia. E tu, ao fim de algum tempo de conversa perguntas-te: “O que queres ser quando fores grande?”. Estive em silêncio durante uns segundos, depois não consegui evitar as lágrimas. Era verdade, não acreditava que algum dia pudesse ser fosse o que fosse. De seguida apenas me olhas-te nos olhos e disseste para confiar em ti, que me ias ajudar. Não me perguntem porquê mas confiei. Tenho uma lista sem fim de momentos igualmente importantes como este. As tuas palavras eram diferentes. Mais uma vez, não me peçam para explicar porquê, mas eram. Agora sinto-me perdido. Sinto que perdi aquele abrigo que tanto me aquecia. A verdade é que nas horas de mais aflição corria para junto de ti. Procurava a segurança que me transmitias. Nas alegrias passava-se o mesmo. Fazia questão de te ir contar a toda a velocidade para teres orgulho em mim. Sim, era esse o motivo. Sempre quis que te orgulhasses de mim e naquilo que me tornei. E apesar de muitos erros que cometi no meu caminho, sei que tinhas. Sentia-o no teu abraço forte como no último que te dei. Se tivesse oportunidade de te dar um novamente, dizia também algumas palavras. Dizia o quanto gosto de ti. Dizia que foste um pai, um irmão e um amigo. Dizia que eras especial. Agradecia por teres lutado por mim e por nunca ter desistido. Agradecia por me teres ensinado a acreditar. Por isto, e por muito mais, digo que nunca vais desaparecer da minha vida. Tenho em mim demasiado de ti para isso acontecer. Estarás sempre comigo. E vou continuar a acreditar e fazer o que me dizias: “ Não te esqueças de ti…tu estás sempre em primeiro lugar…não tenhas medo…não sejas desonesto…não tenhas vergonha de chorar quando te está a doer…não estás sozinho…tu vais ser feliz”. “

Junho 2010
Por : Alexandre Couto

( Crónica dos Leitores )

«A mãe pousou o livro nas mãos do filho.»

 As quatro melhores frases enviadas pelos leitores de José Luís Peixoto , foram o passaporte para a presença no pré-lançamento e receberam, das mãos do autor, um dos primeiros exemplares de Livro.
Eu fui ...

Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010

Há pessoas...


... que gostam de mostrar-nos o doce e não nos permitir o prazer de o saborear.
Tu és "perito" nisso. Fosse só esse o teu "dom" ...

Mafalda

Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010

Na escrita posso tudo…

                                                  Foto: José d' Almeida e Maria Flores

Uma pessoa hoje disse-me: “ tu gostas mesmo de escrever”.
Gosto. Enquanto escrevo é como se por largos momentos me sentisse completamente à deriva nas minhas vastíssimas ideias. São os meus momentos de desvio, de absorção, onde pouco ou nada me perturba ou transtorna.
Escrever absorve-me. Ao mesmo tempo que consumo as letras sou consumida por elas. Cada vez que bebo uma palavra sinto que também eu sou engolida por elas. As expressões embriagam-me os sentidos.
Na escrita posso tudo. Na escrita tudo é possível, e só com ela consigo ser quem quero.
É nela que choro por tudo o que tenho de mais importante, seja negativo ou positivo. Na verdade é ela quem mais me vê chorar.
É com ela que converso sobre mim e sobre as minhas resistências. O meu deslumbre é tão grande, que conversas que à partida seriam curtas são facilmente dilatadas. E ela jamais foge a longas conversas.
É para ela que transponho o requinte das emoções experimentadas, de situações ainda vivas na minha memória.
É a ela que confio actos loucos e secretos. E é com ela que muitas vezes ultrapasso as emoções menos requintadas.
Temos uma relação cúmplice. Gosto dela porque me permite a extravagância de criar, de brincar com as palavras, de lhes mudar totalmente o sítio e o sentido. Na verdade só eu e ela sabemos a distância entre a realidade e a ficção.
Gosto dela porque me concede o poder de ser excessiva, imoderada, lunática ou desvairada.
Tenho com ela uma paixão daquelas avassaladoras e totalmente correspondida.
Na escrita aprendo tanto, cresço tanto, e é por estas e, por outras que gosto tanto de escrever…
Na escrita posso tudo. Na escrita tudo é possível, e só com ela consigo ser quem quero.

Mafalda

( crónica de Setembro para a Fábrica de Letras )

Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

Há coisas "fantásticas" e uma delas chama-se plágio !!!



Abre-se uma revista da cidade. Daquelas com um pouco pequenino de tudo e nada. Com fotografias de noites alegres e embaladas por pessoas também bonitas. Uma rubrica ou outra que na minha opinião têm muito que se lhe diga, mas nem vale a pena alongar-me muito por aí.

Na capa é usual encontrar uma cara mais ou menos bonita da cidade. Normalmente uma cara relacionada com a noite. A deste mês é efectivamente uma cara daquelas bonitas, de uma menina que nos dá música numa das discotecas da moda em Braga. Tiveram bom gosto na escolha. Podiam, era ter revisto melhor a entrevista antes de a publicarem. Há erros ortográficos quase imperdoáveis. Ainda mais para uma revista. E se os erros me causam uma comichão daquelas tremendas imaginem o que se segue.

Abro a revista e encontro isto:

" AMIGOS
Desta vez a nostalgia atingiu-me mais cedo. Deveria vir em Setembro, mas antecipou-se, e veio questionar-me sobre os amigos. Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas deitadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão
" Quem são aquelas pessoas?"
Diremos...que eram nossos amigos e isso vai doer tanto!
-" Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"
Por fim cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
...E perder-nos-emos no tempo...
Luís Vidigal "

Sem as respectivas aspas, claro. Usei-as agora para transcrever o que li. Lá as "aspas" não estão e o texto está assinado por alguém que não o autor.
Não é preciso ser grande amante de literatura para saber que grande parte deste texto faz parte de um outro texto bem conhecido, de um autor igualmente conhecido...
A não ser que o nome que aparece na revista seja um heterónimo da pessoa que realemente escreveu isto:

"Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?
Diremos...que eram nossos amigos e... Isso vai doer tanto!
Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"

Ironias à parte...quero só dizer que Plágio é feio, já para não dizer que é um verdadeiro atestado de burrice!

Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010

Crónica dos Leitores – Traição # 1



“ Imagina uma faca delicada e meticulosamente afiada que, gradualmente ou num segundo apenas, te entra na pele e te corta a carne com uma facilidade assustadora e feroz.
Dói! Dói bem lá no fundo!
A traição é bem assim, uma dor dilacerante, agonizadora, profunda, é uma espécie de ataque sorrateiro e inesperado, que muitas vezes nos apanha desprevenidos.
A traição veste-se com tantas roupas diferentes e usa tantos artifícios para se esconder, para nos enganar. Mas confesso que até prefiro aquela que vem nua. Despida de tudo e, por isso, menos surpreendente.
Prefiro a traição esperada, a que não espanta, mas que magoa da mesma maneira.
E não falo da traição ente homem e mulher, a traição amorosa….falo da traição no seu sentido amplo, em todas as suas amplitudes.
Traição é engano!
Traição é fuga!
Traição é ironia!
Traição é guerra, é morte é fim!
Creio que todos já foram de alguma forma atraiçoados, traídos nas suas confianças, no entanto, soaria a hipocrisia admitir que há muitas pessoas que nunca traíram.
Deve poder-se contar pelos dedos de uma mão.
Na verdade, quase todos já traíram alguém num segredo mal guardado, em expectativas depositadas em si… Outros traíram a sua fé, a sua pátria ou alguma ideologia.
Muitos traíram na cama, no sexo, mas não esses os maiores traidores.
Os maiores traidores são os que usam máscaras, mentiras de veludo, gestos de cetim, esses que iludem, que prometem, que juram e que dão os famosos abraços tão apertados quanto letais na sua falsidade. Os que conseguem mentir com os olhos e quase com a alma, os mascarados, uns infelizes assassinos.
Judas!!!
Mil vezes Judas!!!
Há tantos judas à nossa volta!
Importa referir aqueles que traem com a boca,mas nunca com os olhos ou com o coração. Esses são os fracos, que se traem a si próprios na tentativa frustrada de fazer melhor ou supostamente certo!
A traição é um ferida, tantas vezes incurável, tantas vezes mói e mata.
Mata a confiança que no malabarismo dos sentimentos, é a bola de vidro. É bola que se cair não salta de novo, ao contrário, parte-se no chão em mil pedaços impossíveis de colar ou recuperar.
Trair é partir a confiança!
A traição é isto e muito mais que não me sai em palavras. A traição é essa faca afiada ou um simples canivete que vem não se sabe bem porquê e nos fere em vários golpes.
A vida é mesmo assim….a faca espeta e surge o inevitável “Porquê?!”.
Traição é uma ardilosa cilada, uma má-fé que nos derrota, nos maltrata e nos desmancha de quando em quando… “

Por : Raquel Mesquita

Crónica dos Leitores 

Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010

Uma coisa e outra...


Uma coisa é estar disposta a abdicar ...de gostar...daquilo que me fazes sentir...
Outra coisa é nem sequer querer tentar...

Mafalda

Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010

E quando menos se espera...

                                                            foto: José Ferreira

...o "fantasma" reaparece. Desta vez... de carne e osso. Desta vez bem palpável. Entra-lhe pela casa dentro e suga-lhe a alma com beijos de cortar a respiração. Crava-lhe os dedos na pele e desafia-a a voltar ao sítio de onde ela nunca quis sair...

Mafalda