Domingo, 30 de Janeiro de 2011

Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011

Mais dois livros para a minha biblioteca.




                                              Cal - José Luís Peixoto



                                                   

Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011

Coisas que eu leio e adoro # 5

" Empresta-me as tuas palavras
Para que me diga como me dizes
Para que me sinta como me falas.
Empresta-me o teu olhar
Para que me veja como me vês...
Para que me sinta como me olhas.
Empresta-me as tuas mãos
Para que me toque como me tocas
Para que me sinta como me sentes.
Depois devolver-te-ei
Palavras, mãos e olhar
E dir-te-ei como me sinto
Quando me falas
Me tocas e me vês. "

Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

" comer " o irmão mais novo do ex-namorado ???



Alguém me diz onde vou buscar os sonhos que tenho enquanto durmo ???

É que sonhar que se anda a "comer" o inexistente irmão mais novo do ex-namorado assusta-me um bocadinho !!!

Mafalda

Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

Comichão matinal...

Se há coisa que me causa uma certa comichão matinal é um genero de pessoas , que para além de ficarem a dever muito à inteligência...não se dão ao trabalho de pensar !!!


Mafalda

Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011

Tarantino ...

Durante o sono encontro personagens e situações muito ao estilo dele !!!

Mafalda

Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

Crónica dos Leitores - Fluoxetina # 2



" Ela entrou em casa, com a chave a encontrar por vida própria a fechadura! Foi apenas por hábito que acendeu a luz e visualizou o que a rodeava: nada! Aquelas paredes pintadas de branco sujo (até a cor era má), ampliavam uma vasta quantidade de pedaços de caixas, a que se chamava de compartimentos, vazios! Ela não queria ter ido para ali, mas os pés apenas seguiram as linhas marcadas de rotina e ela deixou-se ir, tal fantoche. Era tudo um nada que a rodeava. Sentia-se oca, não tinha interior, não tinha voz para gritar! A voz estava presa no emaranhado de fios que a seguravam e a mantinham de pé. Estava tudo um grande redemoinho de emoções que não tinha ponto de chegada visível. Era como se fosse um fio de contas, onde as contas se tinham misturado e precisassem de ordenação para fazerem sentido. E depois era aquele silêncio daquele sitio que não a deixava pensar. Não eram todos os silêncios. Era aquele que lhe mostrava a casa vazia, os corpos ausentes, a cama fria e a vida estagnada. A dificuldade para dormir piorava. A única coisa que fazia naquele espaço, naquele cruzar constante de esquinas e cantos, era dormir, porque uma pessoa a dormir, não tem acções vitais de viver num determinado espaço. Apenas dormir! É aí que ela se dirige ao quarto, abre a mesinha de cabeceira e lá está ela a sorrir para ela. A Fluoxetina, ali, a olhar para ela como se fossem amigas de longa data, quase família. E a Fluoxetina era a única coisa que quebrava aquele sentimento de solidão que agora lhe estava a percorrer os vasos sanguíneos na companhia do sangue. Então ela dava companhia à solidão e ao sangue. E assim todos ficavam satisfeitos. O sangue tinha consigo a solidão e a fluoxetina e ela apenas dormia numa cama onde nem sequer sentia o bater do coração! "

Por : Andreia Silva

Para crónica dos leitores

Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011

Crónica dos Leitores - Experiências ( Pessoas e conceitos ) # 2

" Odeio conceitos. Odeio Pré-conceitos. Abomino a Concepção das coisas. Evito as boas pessoas conceptualmente. Afasto as más pessoas consecutivamente...
A Sociedade fez nascer a Moral e matou a Liberdade. Tudo termos e conceitos que afunilam...e nos atiram para uma dama negra comida, para um cheque-mate desejado, para uma batalha naval onde ninguém ganha a não ser a vontade de massacrar quem muda, quem pensa diferente, sem aspirações de caridade nem maldade. O conceito, esse feto social nascido nas berças da banca do peixe leva-nos a fazer viagens, mesmo que imaginárias, sem regresso... leva-nos ao abandono de tudo e de todos em solestícios de papoilas delirantes bem cravadas em ciprestes de pedra com cheiro a violetas nocturnas!
O conceito mata-nos, mas infelizmente, assim nos matamos para viver! "

Por: Rui de Noronha Ozorio

Para crónica dos leitores

Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011

Ser ou não ser boa pessoa. Eis o conceito...

foto: Vieirinha

É tudo uma questão de conceito, do que é ser-se ou não boa pessoa.
Somos todas boas pessoas ou pelo menos poderíamos sê-lo. Algumas são-no por inteiro, outras são-no pela soma de qualidades ou particularidades que possuem. Mas eu já não acredito nisso, de que somos todas boas pessoas. Já acreditei que mesmo as pessoas denominadas e intituladas de más tem uma parte boa. Actualmente tenho as minhas dúvidas e interrogações. Claro que conheço pessoas extraordinárias, estupendas, incríveis. Acredito sim, que todos possuímos um ou vários dons. E desses vários talvez metade deles sejam inclinados para o bem, e a outra metade esteja claramente tombada para o mal. Os dons estão sempre lá, e cabe a nós desenvolve-los, expandi-los e converte-los em algo relevante, e aí darem os devidos frutos. Sejam eles para ser saboreados por nós ou pelos outros. Mas são tantas as vezes em que por esta ou aquela razão resolvemos explorar e desenvolver um dom que pode dar frutos já apodrecidos. Porque entre tantos dons que a natureza nos oferece, pode tantas vezes falhar-nos o dom de não nos desconcertarmos. Ou talvez sejamos desconcertantes por natureza. E é daí que vêem as posturas que arruínam tudo, é aí que matizamos as garras, violamos o corpo, denegrimos o nome, e temos o dom de distribuir mágoa por nós mesmos e por quem nos rodeia.
Depois disto, será que permanecemos no patamar das boas pessoas?
Na sociedade em que vivemos não me parece. Passamos rapidamente de bons protagonistas a maus da fita. Basta um sinal menos gentil, basta não ter o dom de carregar a mágoa em estado de mutismo até que ela passe. Basta protestar mais entusiasticamente perante a injúria e a injustiça, ou declarar fraqueza e fragilidade, ou fugir quando sabemos que o nosso lugar é aquele, mas não temos entusiasmo ou coragem suficiente para ficar.
Se somos boas pessoas? Podemos sê-lo, mas basta uma mancha para que deixemos de o ser. E remover essa mancha quase nunca é simples, ou pode acontecer que não consigamos a fórmula dessa remoção. Então os nossos gestos úteis e agradáveis são como que anulados. Mesmo que voltemos a repeti-los, mesmo que ainda permaneçam sentimentos benignos.
Não acho que errar faça de nós más pessoas.
Nem que a perfeição faça de nós boas pessoas.
Ser só boa pessoa impõe-nos algo que exige muito esforço. Exige persistência, perseverança, tenacidade, firmeza, consistência, fidelidade, estabilidade e claro…paciência. E mais do que tudo isto obriga a uma disputa corajosa, ousada, destemida e constante com as diversas tendências perversas e ferozes que carregamos interiormente.
Afinal ser boa pessoa tem muito que se lhe diga.

Mafalda
( crónica para a rubrica " à flôr da pele " da  revista Spot Braga / Janeiro 2011 )